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Bernardinho terá futuro definido como técnico da seleção principal após as Olimpíadas de Paris

Bernardinho, técnico da seleção brasileira de vôlei masculino, durante a partida contra a Itália na Liga das Nações de 2024 Daniel Ramalho/AFP Via Getty Images

Depois de assumir o comando da seleção brasileira de vôlei masculino no final do ano passado, Bernardinho ainda não sabe se vai continuar como técnico da equipe principal após as Olimpíadas de Paris, que começam no final de julho.

O treinador multicampeão está no cargo desde dezembro quando o substituiu Renan Dal Zotto, que pediu um afastamento da seleção em outubro após garantir a vaga para os Jogos Olímpicos em uma campanha bem irregular no Pré-Olímpico disputado no Rio de Janeiro. A classificação só veio no último jogo após uma vitória contra a Itália por 3 sets a 2, e o técnico, que estava bastante pressionado, disse que tomou a decisão por questões pessoais.

Antes disso, em setembro, Bernardinho tinha assumido o papel de coordenador de seleções do vôlei masculino, trabalhando desde a base até a equipe principal. Além disso, o técnico de 64 anos atuava como "consultor" informal de Renan.

Agora, o técnico bicampeão olímpico (Atenas-2004 e Rio-2016) ainda não sabe vai continuar no comando da seleção principal após as Olimpíadas de Paris ou se vai retornar a se dedicar exclusivamente à função de coordenador de seleções. Atualmente, ele "acumula" os dois papéis.

Segundo o diretor técnico da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Jorge Bichara, essa decisão ainda não foi tomada. Ele e Bernardo vão "sentar e conversar" após os Jogos na França para definir o futuro do comando da equipe principal masculina.

Bichara, inclusive, foi o responsável por trazer Bernardinho de volta à seleção no ano passado. O técnico, que comandou os homens do Brasil por 15 anos de 2001 a 2016, deixou a seleção após o ouro nas Olimpíadas do Rio, chegou a dirigir a França em 2021 e 2022. Além disso, Bernardo também treina o time do Sesc-Flamengo na Superliga Feminina de vôlei.

O diretor técnico da CBV também contou que Bernardinho pediu para antecipar o projeto da "Seleção de Novos", que estava previsto só no ano que vem. A confederação atendeu ao pedido do treinador e já colocou para treinar uma equipe de jogadores pensando nos próximos ciclos olímpicos (Los Angeles-2028 e Brisbane-2023). Não há um limite de idade nesse projeto, mas a ideia é trabalhar com os atletas que podem servir à seleção principal nos próximos anos.

"O Bernardo, dentro de sua inquietude, entendeu que era importante antecipar a masculina porque ele queria olhar o que tinha preparado para esse ano e também com um olhar mais para frente, também já pensando nos próximos Jogos Olímpicos.", explicou Bichara. A Seleção de Novos feminina deve começar em 2025.

Bichara também reforçou a importância e a qualidade Bernardinho e como ele é importante para o voleibol brasileiro.

"É ótimo trabalhar com o Bernardinho e com o Zé Roberto Guimarães (técnico da seleção brasileira de vôlei). Eu sempre aprendo muito com eles e ambos são incasáveis e tentam ao máximo contribuir para a modalidade."

A seleção brasileira masculina de vôlei disputa a 3ª rodada da Liga das Nações e enfrenta os Estados Unidos nesta quinta-feira (20).