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Mais experiente de todo Mundial, Carol Gattaz admite 'surpresa e alegria imensa' ao ser chamada por ligação

Carol Gattaz durante jogo do Brasil, nas Olimpíadas de Tóquio Pedro Pardo/ Getty Images

Aos 41 anos, Carol Gattaz é uma das líderes da ‘nova’ seleção e quer recolocar o Brasil no pódio do Mundial feminino


A mais experiente no meio da ‘nova’ seleção brasileira feminina de vôlei. Assim é Carol Gattaz. Depois de ter disputado a primeira edição de Jogos Olímpicos na carreira aos 40 anos, a central é um dos pilares do Brasil e a mais experiente de todas as jogadoras que estão no Mundial, que acontece na Holanda e na Polônia.

Contudo, o caminho não foi o esperado até o Mundial para Gattaz. Depois de Tóquio, a central praticamente ‘emendou’ a temporada de clubes com o Minas fazendo quase todas as partidas possíveis com a equipe. Por conta disso, a central idealizou uma conversa com José Roberto Guimarães para entender como seria o ano com a seleção, mas isso não aconteceu.

“Na verdade, o Zé Roberto foi bem claro quando ele disse que queria renovar a seleção e ele renovou realmente. A gente não conversou. Eu deixei ele ficar à vontade para fazer o que ele queria. Eu pensei em entrar em contato, mas eu precisava de um descanso depois da Superliga".

"Naquele momento eu pensei que ele já tinha fechado o grupo dele e respeitei. Torci muito para as meninas na Liga das Nações e acompanhei todos os jogos. Depois da Liga ele me ligou e assumo que fique mega surpresa. Eu estava há dois meses e meio parada e ele me chamou. Ao mesmo tempo que fiquei surpresa foi uma alegria imensa, porque queria muito estar neste mundial. Óbvio que tive que correr atrás para chegar no nível delas, mas deu certo. Foi uma emoção muito grande quando ele me ligou e me chamou. Representar o Brasil e estar na seleção brasileira é o mais importante que tem. Eu, enquanto eu puder e for convocada estarei com a seleção dando o meu melhor".

O processo para se manter bem em quadra

Carol Gattaz não é um vinho, mas é como se fosse. Nas últimas temporadas, quanto mais o tempo passa, melhor a central está em quadra, seja com a camisa do Minas ou da seleção brasileira. A atleta de 2022 em nada se parece com a jogadora que cogitava a aposentadoria no início da década passada.

Em diversos momentos em que é perguntada sobre essa evolução, Gattaz não esconde que ela só aconteceu pela forma como o clube a fez entender o que é ser uma atleta.

Segunda a jogadora, depois que entendeu o que é ser uma atleta em 100% do tempo, o rendimento e os resultados passaram a aparecer e saltar aos olhos. A volta para a seleção brasileira, que aconteceu em 2021, depois de alguns anos de ausência é, de acordo com a central, fruto de uma dedicação dela e dos profissionais do clube.

"Com a Carol a gente busca dosar sempre a carga externa, principalmente o controle de saltos dela que a gente consegue ter uma noção do que ela faz em jogo. A parte da musculação ela acaba fazendo mais do que as demais atletas, porque o volume dela de treino em quadra é um pouco menor que as outras jogadoras, então a ênfase dela é o trabalho com peso para ganho de força. Tudo isso é feito levando em conta a idade dela, a composição física e corporal", comentou Alexandre Marinho, preparador físico do Minas.

"Na parte da fisioterapia e nutrição da Gattaz temos o controle feito de acordo com o biotipo, o tempo de treino", finalizou o preparador.

Com essa revolução na carreira nos últimos anos, Gattaz busca, assim como aconteceu nos Jogos Olímpicos de Tóquio, fazer com que o Brasil retorne para o pódio do Mundial de vôlei feminino em 2022.