Na última sexta-feira, a bicampeã olímpica Sheilla entrou em quadra pela última vez ao lado de grandes nomes do vôlei nacional para se despedir das quadras
A Arena UniBH, em Belo Horizonte, presenciou o último set da carreira de Sheilla Castro. Aos 39 anos, a oposta bicampeã olímpica teve uma verdadeira festa no ginásio do Minas Tênis Clube para celebrar sua carreira. Dentro de quadra, nomes como Fofão, Fabizinha, Fabi, Serginho Escadinha, Carol Gattaz, Thaisa e José Roberto Guimarães ajudaram a dar brilho na partida.
O jogo em si pouco importou. Com Sheilla e a maioria dos jogadores em quadra atuando cada set em um time, o importante foi ver todos os presentes comemorarem o último ponto, que foi feito pela dona da festa. Ao fim da celebração, José Roberto Guimarães tentou resumir o tamanho de Sheilla no vôlei brasileiro.
“Em uma frase é muito pouco. Posso dizer que ela é um exemplo de dedicação, amor e respeito ao vôlei. Ela foi tudo de bom que uma jogadora pode ser, em todos os aspectos. Só posso agradecer por ter tido ela na seleção por 15, 16 anos. Não poderia não estar aqui hoje por respeito a ela e tudo que ela representa”.
Apesar de ter oficializado o fim da carreira na última semana, a bicampeã olímpica vem fazendo outras funções no vôlei desde a última temporada. No Minas, clube que formou Sheilla como atleta, a, agora, ex-jogadora já auxiliava as atletas mais novas na transição para o time adulto. O mesmo passou a ser feito neste ano na seleção brasileira, a convite de José Roberto Guimarães.
"No esporte e no vôlei eu vou sempre continuar. O vôlei é minha paixão. Eu não sei como vai ser. Estou trilhando outros caminhos, estudando. Tenho a oportunidade na seleção e no Minas com essa vivência com elas. Agora vamos ver, aos pouquinhos eu vou me redescobrindo", disse Sheilla.
"Se eu falar que eu sonhei com isso eu estaria mentindo. Claro que eu tinha grandes objetivos, mas conquistei muito mais do que sonhei. Sou muito, muito feliz pela jornada e pelo legado que a minha geração deixou no vôlei. Por ter inspirado novas gerações. Para além das conquistas, medalhas e títulos, acho que o que fica é isso".
