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Por que vitória de Djokovic sobre Nadal em jogo épico em Roland Garros foi histórica

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Thiago Monteiro fala sobre jogaço entre Nadal e Djokovic, em Roland Garros: 'O 3º set foi um dos maiores que já vi' (0:39)

Tenista brasileiro participou com exclusividade do Pelas Quadras (0:39)

Em um dos grandes jogos do esporte na história, Novak Djokovic e Rafael Nadal deram show na quadra Philippe Chatrier, nesta sexta-feira, na semifinal de Roland Garros.

No fim, Djokovic venceu Nadal de virada por 3 sets a 1, parciais de 3-6, 6-3, 7-6 (4) e 6-2, naquele que o sérvio descreveu como um dos três melhores jogos de sua carreira. A partida durou ao todo 4h11min, invadindo a madrugada na França e até derrubando leis locais.

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"É muito especial. A melhor atmosfera e o melhor jogo que fiz na quadra central de Roland Garros. Contra meu maior rival. Foi incrível. Nós dois tivemos apoio dos torcedores, jogamos muito bem. Vencer em Roland Garros é algo muito especial, este foi um dos melhores jogos que fiz na vida. Agora, estou muito feliz com a vitória", disse Djokovic, após a partida.

Na decisão, Djokovic enfrentará o grego Stefanos Tsitsipas, que venceu Alex Zverev, em busca do 19º Grand Slam de sua carreira.

E a vitória sobre Nadal já deu a Djokovic uma conotação história a sua campanha de 2021 em Roland Garros. Veja abaixo os motivos para isso:

Partida alterou até toque de recolher na França

Por conta do toque de recolher imposto pelo governo francês para tentar impedir o avanço de mais uma onda de infecção do coronavírus, o público, cerca de 13 mil presentes permitidos, tem que sair do complexo de Roland Garros às 23h locais.

Ao longo da semana, quando a organização do torneio anunciava na quadra que a torcida tinha que evacuar a quadra, os fãs vaiaram.

Nesta sexta-feira, dado o contexto épico da partida entre Nadal e Djokovic, a federação francesa de tênis anunciou na quadra Philippe Chatrier, entre o terceiro e quarto set, que as autoridades locais haviam aberto uma exceção e que os fãs poderiam ficar até o fim do jogo. A torcida comemorou cantando até o hino da França.

"Acho que nós dois queríamos que o público ficasse. Nós dois estávamos nos beneficiando da presença da torcida, nós jogamos por este tipo de ambiente. Tenho certeza que ele pensa igual. Sabe, nós dois não somos mais jovenzinhos, já somos veteranos no circuito. Nós jogamos por ambientes como esse. Foi importante eles ficarem", disse o sérvio.

Djokovic impediu Nadal de superar Federer

Com a vitória, Djokovic frustrou mais uma vez os planos de Nadal em Roland Garros. O espanhol poderia conquistar seu 21º Grand Slam e bater o recorde de Federer.

Sérvio conseguiu o 'impossível' contra Nadal de novo

Nadal perdeu em Roland Garros, onde ganhou o torneio 13 vezes e vinha em uma sequência de 35 vitórias consecutivas no saibro francês, a quinta maior de um tenista em um mesmo Grand Slam.

Nadal também deteve a quarta maior sequência (39), quebrada por Djoko em 2015. O espanhol perdeu apenas três jogos na carreira em Roland Garros, dois para o sérvio e outro para o sueco Robin Soderling, sendo o recordista de vitórias no saibro francês, com 105 triunfos.

Os feitos que ainda aguardam Djokovic

O sérvio pode não parar por aqui. Ele pode igualar as lendas Rod Laver e Roy Emerson como únicos homens a conseguirem o "Career Slam" (vencer os quatro Majors) por duas vezes.

Campeão do Australian Open esse ano, Djokovic pode igualar o seu próprio feito obtido em 2016, de vencer o Major da Austrália e Roland Garros no mesmo ano, algo que só ele, Jim Courier (1992), Mats Wilander (1988) e Rod Laver (1969) conseguiram.

Mais do que isso, uma taça em Paris no domingo significa o 19º título de Grand Slam de Djokovic, o que o faria se aproximar de Federer e Nadal, ambos com 20, maiores campeões de Majors da história.