João Fonseca deixou a quadra em Roland Garros emocionado após buscar a virada sobre Dino Prizmić e avançar à terceira rodada do torneio. Depois de um início de temporada marcado por oscilações e resultados abaixo da expectativa, o brasileiro admitiu que vinha sem confiança no próprio tênis. Nesta sexta-feira (29), ele terá pela frente um dos maiores desafios da carreira até aqui: Novak Djokovic.
“Eu venho de um momento que estava duvidando do meu tênis, falta de confiança”, revelou Fonseca após a vitória. “Foi um jogo muito importante pra mim, pessoalmente. Fui ficando feliz durante a partida. Tem muita coisa por trás, eu e meu time temos um trabalho no dia a dia que ninguém sabe.”
A temporada do jovem de 19 anos vinha sendo irregular até Roland Garros. Antes do Grand Slam francês, João Fonseca havia disputado 19 partidas em 2026, com dez vitórias e nove derrotas. Em nove torneios no ano, sua melhor campanha tinha sido as quartas de final do Masters 1000 de Monte Carlo, quando acabou eliminado pelo alemão Alexander Zverev, atual número 3 do mundo.
Em Paris, porém, o cenário começou a mudar. Após estrear com vitória sobre o francês Luka Pavlovic, Fonseca mostrou força mental para buscar uma grande virada. O brasileiro explicou que precisou ajustar a devolução e mudar o posicionamento durante a partida para conseguir neutralizar o saque de Prizmić.
“Comecei a fazer ele jogar mais pontos no primeiro saque, pensando um pouco mais. Eu estava tentando deixar ele sem brecha depois do segundo set, devolvendo mais de trás, colocando pressão”, afirmou. “Os pontos importantes, depois do segundo set, eu peguei a maioria. Me mantive bem mentalmente e estou muito feliz de ter conseguido reverter.”
Agora, o brasileiro terá pela frente Novak Djokovic. O sérvio, dono de uma das trajetórias mais vitoriosas da história do tênis, já enfrentou brasileiros em 11 oportunidades e venceu todas. Mesmo diante do retrospecto desfavorável, Fonseca não escondeu a empolgação por finalmente dividir a quadra com o ídolo.
“Com certeza é o maior e melhor da história”, disse o carioca. “Eu sempre falei para o meu treinador que queria estar na chave do Djokovic para conseguir pegar uma ‘lasca’, ver como que é. Seria uma honra para a minha carreira pessoal. É desfrutar da partida, eu gosto de jogo grande e, com certeza, é um jogo grande, uma vibe diferente.”
Apesar do tom de admiração, João Fonseca garantiu que entrará em quadra acreditando na vitória diante do sérvio. “A cabeça é desfrutar a partida, mas obviamente querendo ganhar”, completou o brasileiro, que tentará quebrar a escrita negativa dos tenistas do país diante de Djokovic em Roland Garros.
