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De soneca a comida: como Calderano superou 15h no ginásio para levar 1º ouro em Lima-2019

O dia de competição de um mesatenista não é nada fácil nos Jogos Pan-Americanos. Hugo Calderano, por exemplo, chegou como sexto melhor do mundo e com a pressão de ganhar todos os ouros que disputaria. Só que, para ganhar mais de uma medalha, ele precisa passar dias inteiros no ginásio. Nesta terça-feira, por exemplo, foram 15h longe da Vila Pan-Americana.

“A gente tem muitos jogos por dia. Saí da Vila hoje às 9h13 e já vim preparado com duas malas para ficar aqui o dia inteiro”, conta. A disputa pelo ouro acabou por volta das 21h, e Calderano ainda passou por toda a cerimônia de premiação, pelo antidoping, pelas entrevistas com a imprensa e ainda pelo caminho de volta até o local onde está hospedado.

No total, foram três jogos no dia. Às 11h40, jogou as oitavas de final do torneio individual contra o chileno Juan LaMadrid. Às 17h, confrontou o mexicano Marcos Madrid pelas quartas. E, finalmente, lutou pelo ouro nas duplas a partir das 20h.

Mas, afinal, o que ele fez durante o dia?

“Entre os primeiros jogos eu comi e dei uma dormidinha. É muito importante eu me cuidar, prestar atenção para não ficar muito cansado e cuidar do meu corpo”, disse.

“Depois não teve muito tempo. Só descansar um pouquinho, bater uma bola com o Tsuboi antes da próxima partida”, completou.

O mais curioso é que Calderano ainda tem uma “dificuldade” a mais: achar comida, já que ele é vegetariano. Desta vez, porém, ele estava preparado.

“Pedimos um lunch box. A comida estava boa! E minha família também está aqui para ajudar”, diz.

Hugo Calderano pode ganhar seu segundo ouro ainda nesta quarta-feira no individual – quando de novo faz dois jogos no mesmo dia. A partir de quinta, começa os duelos por equipes, que só acabam no sábado.