O vôlei de praia costumava ser um colecionador de medalhas para o Brasil desde que entrou no cronograma das Olimpíadas. Só que a história mudou! Os Jogos de Tóquio já foram os primeiros sem medalhas para o país na modalidade, e Paris 2024 já sabe que não terá brasileiros no pódio da competição masculina.
Mas, afinal, o que acontece com o vôlei de praia brasileiro?
A resposta para a pergunta certamente passa pela evolução do esporte ao redor do mundo, que criou um equilíbrio gigantes que não havia antes. Brasil e Estados Unidos não são mais os “únicos” praticantes da modalidade. Pelo contrário! Países conhecidos pelo frio, como Suécia e Noruega, agora conseguem colocar duplas fortes no topo.
“O mundo todo resolvendo investir no esporte. Todos os esportes vêm melhorando cada vez mais o nível. Todo mundo resolveu investir. Muitos deles já era para o Brasil estudar, ver como funciona. Por isso que o mundo hoje está páreo. O nível hoje do circuito mundial está bem complicado. Dos 24 times, 23 já ganharam etapa do circuito. Um time só não ganhou. Para você ver o tamanho do nível de dificuldade que está o vôlei de praia”, diz Evandro, eliminado das Olimpíadas justamente pela dupla da Suécia que hoje lidera o ranking mundial.
Mas o parceiro Arthur também faz um olhar interno. E é bem sincero na resposta, admitindo que as duplas brasileiras precisam agora inverter os caminhos: sair do país para aprender o que está sendo feito fora.
“A informação hoje chega para o mundo todo. Eles procuraram sempre os melhores e o Brasil era o melhor. Acho que fizeram certo. Agora a gente tem que começar a ir um pouquinho para lá também. Eles meio que deram uma revolucionada no esporte. A gente ainda continua com aquela mesma escola. A gente tem o que evoluir, o que melhorar. Agora é treinar mais e melhorar. Estudar mais e poder fazer esse intercâmbio também. O trabalho que vai trazer as próximas vitórias”, diz.
“Para mim fica bem nítido o salta e levanta, que a gente não tem. O André e o George estão vindo com isso já, foram até treinar com os suecos antes das Olimpíadas. A gente tem isso para evoluir. Eu posso falar por mim. Eu não sou muito confiante de fazer isso. Eu vim da escola antiga, mas a gente consegue melhorar isso. É um dos métodos”, completa.
O Brasil ainda pode voltar ao pódio do vôlei de praia depois de não conseguir nenhuma medalha em Tóquio. Mas a missão agora depende totalmente de Duda e Ana Patrícia, que duelam com as letãs Tina e Anastasija pelas quartas de final.
Até Tóquio, o país tinha medalhas em todas as edições desde que o vôlei de praia estreou no cronograma olímpico, em 1996. No masculino, especificamente, o Brasil só tinha ficado sem medalhas naquele ano de 96.
