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Rodrigo Pessoa indica futuro e responde sobre ser o brasileiro com mais Olimpíadas: 'É bom, mas não ganha nada'

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Quase bronze de Stephan Barcha e desistência de Rodrigo Pessoa: como foi a final do hipismo nas Olimpíadas (1:31)

Cavaleiro Stephan terminou em 5º com um tempo de 80.07 (1:31)

Rodrigo Pessoa se tornou nas Olimpíadas de Paris o atleta brasileiro com mais participações em Jogos Olímpicos na história. O cavaleiro de 51 anos, especialista em saltos, quebrou um desempate com Robert Scheidt, da vela, que tem 7 participações. Rodrigo fez um balanço da sua 8ª participação no hipismo olímpico.

"A participação foi semi-positiva, porque, obviamente a gente vinha com uma equipe muito boa para fazer medalha por equipe, infelizmente o acidente (com o cavalo do Pedro Veniss) nos tirou essa possibilidade."

"Era uma equipe muito boa, os quatro conjuntos. A competição é assim, ontem (segunda), a gente conseguiu se classificar bem, o cavalo (Major Tom) saltou muito bem e a expectativa para hoje era boa. Todos os sinais hoje de manhã estavam no verde, mas os cavalos são superdelicados e são alguns centímetros que mudam.’

Na final individual do salto no hipismo, Rodrigo Pessoa, medalha de ouro em Atenas 2004 e tricampeão mundial, acabou não completando o percurso porque começou levando duas penalidades nos primeiros 5 obstáculos, então, optou por se retirar no meio da disputa.

"Eu queria começar em um ritmo bom, no início da pista, para saltar com facilidade, dar confiança para o resto da pista. É uma falta que não é característica dele, o cavalo raramente ou nunca fez essa falta. Aí, depois, ele ficou muito cuidadoso, uma falta assim deixa ele muito arisco. Aí, depois ele se esforçou muito e não tinha porque mais continuar com oito pontos, não fazia sentido nenhum, e foi para poupar o cavalo de um esforço grande", explicou o atleta de 51 anos.

O experiente cavaleiro disputou desde Barcelona-1992 todas as Olimpíadas, exceto a do Rio de Janeiro, em 2016. Montando o lendário cavalo Baloubet, Rodrigo Pessoa conquistou a medalha de ouro no individual em Atenas 2004. Além da dourada, o cavaleiro tem outros dois bronzes conquistados na disputa por equipes, em Atlanta 1996 e Sidney 2000.

A participação recorde em números, no entanto, não brilha aos olhos do cavaleiro, que respondeu de forma bem sincera sobre isto.

"Olha, é bom, mas isso não ganha nada. A gente sempre trabalha para chegar no momento da Olimpíada na melhor forma possível, com um bom conjunto. O que importa mais é ter um bom desempenho, ajudar a equipe e ter uma boa performance individual. Quinta, sexta, sétima, oitava... não muda grandes coisas."

O resultado "semi-positivo" da oitava Olimpíada, montando Major Tom, faz com que Rodrigo Pessoa já olhe para o futuro pensando na nona participação, em Los Angeles, em 2028.

"Provavelmente, tem grande chance.... Tem grande chance", respondeu o cavaleiro, que terá 54 anos, enquanto o cavalo Major Tom estará com 14.