Foi por muito pouco que não saiu uma prata para o Brasil no hipismo nas Olimpíadas. Disputando a final dos saltos individuais nesta terça-feira (6), Stephan Barcha fez o segundo melhor tempo da prova, com 80.07, mas sofreu quatro pontos de penalidade por ter atingido um obstáculo e terminou na quinta colocação geral.
O primeiro lugar, Steve Guerdat - também filho de Philippe Guerdat, treinador da equipe brasileira, anotou 80.99, mas zerou o circuito, o mesmo para o segundo, Maikel van der Vleuten (82.06), e o terceiro, Christian Kukuk (82.38), que levou o ouro no desempate. O outro atleta do país a disputar a prova foi Rodrigo Pessoa, em sua oitava edição dos Jogos, mas ele não completou o percurso.
Foi somente depois de oito conjuntos que o primeiro cavaleiro, Kukuk, zerou o circuito sem atingir obstáculos e levar penalidades; na sequência, van der Vleuten repetiu o feito, mas em tempo menor e assumindo a liderança pelo (marcas de 82.06 x 82.38).
Foi, então, a vez de Rodrigo Pessoa, de 51 anos e ouro nas Olimpíadas de Atenas 2004. No entanto, a experiência não foi o suficiente para zerar o difícil circuito. O cavalo Major Tom acertou dois dos primeiros obstáculos e, com oito pontos de penalidade, Rodrigo desistiu.
Depois de mais alguns atletas, todos com penalidades, foi a vez de Stephan Barcha e a égua Primavera. O brasileiro fez o circuito em 80.07, o mais rápido até aquele momento, mas derrubou um obstáculo, se colocando, no máximo, na briga pelo bronze, já que os dois primeiros zeraram o trajeto.
Durante muito tempo, Stephan ficou no top 3, a medida que os outros cavaleiros erravam. As esperanças acabaram, porém, quando o suíço Guerdat zerou o circuito, assumindo a liderança e jogando o brasileiro para o quarto lugar.
Julien Epaillard, da França, o último a fazer o percurso, superou o tempo de Barcha e o jogou para a quinta colocação, mas derrubando um obstáculo. Se ambos não tivessem tomado as penalidades, disputariam o desempate entre os que zeraram o circuito.
Emocionado, Stephan se disse muito feliz com seu desempenho e o de sua égua, com a qual já dividiu conquistas importantes. "Estou realmente orgulhoso da Primavera. Foi formada comigo desde nova, e fizemos essa trajetória sempre pensada para estar aqui", comentou ao SporTV
"Fomos campeões pan-americanos e fizemos uma preparação na Europa antes. Estar aqui entre os melhores é motivo de muito orgulho para mim", complementou.
Para o brasileiro, nada seria possível sem os cavalos, que, segundo ele, são até mais bem tratados que os atletas. "A gente respeita e trata esses cavalos como um familiar. A Primavera tem tratamentos e cuidados que eu, como atleta, não tenho. A gente zela muito por esses cavalos", afirmou.
Como foi o hipismo brasileiro nas Olimpíadas de 2024?
O hipismo brasileiro encerra sua participação nas Olimpíadas de Paris sem medalhas. Além dos saltos, que teve também a participação individual de Yuri Mansur, não se classificando para a final, o Brasil também foi desclassificado na disputa por equipes.
Isso porque o cavalo de Pedro Vennis apareceu com uma pequena marca de sangue na barriga, implicando a imediata eliminação do conjunto e, como consequência, a equipe brasileira não conseguiu avançar à final por equipes.
Os brasileiros também estiveram presentes no Adestramento e Concurso Completo de Equitação (CCE). Nesse último, a equipe nacional terminou em 12º lugar e, no individual, Rafael Losano teve a melhor colocação do país na categoria em Paris 2024, com o 27º lugar.
No Adestramento, João Victor Oliva foi o único que competiu na disputa individual, e o Brasil não conseguiu classificar. O filho da ex-jogadora de basquete Hortência foi o 33º colocado geral.
