Bia Souza deve focar na recuperação física depois de se tornar a primeira medalhista de ouro do Brasil nas Olimpíadas de Paris 2024. A revelação foi feita pelo marido da judoca, Daniel Souza, que compartilhou a superação que a atleta teve até se tornar campeã na França.
“Você está no dia a dia, você vê o sofrimento, você vê a mulher chegando em casa, não consegue nem andar direito. Tranquilamente, é o dia mais feliz da minha vida, depois do meu casamento”, disse ele, que viralizou nas redes sociais com a reação pós-semifinal, à Cazé TV.
Daniel, que é ex-jogador profissional de basquete, tendo defendido o Pinheiros no NBB, brincou, inclusive, que o primeiro lugar que deve precisar de uma cirurgia em Bia é o quadril. “Primeiro, um quadril novo com certeza. Pode trazer um novo, que está velho. Tem 26 anos com quadril de 60.”
Ao saber das declarações do marido, Bia reforçou que fará muita fisioterapia para se livrar das dores que têm sentido diariamente.
''Ele é um guerreiro porque é o que mais me aguenta reclamando todos os dias. Não tem como... Ser uma atleta de alto rendimento, a gente tem que conviver com algumas coisas e uma delas são as lesões e dores diárias. Todo esforço dói, mas eu vou buscar me recuperar quando eu voltar. Vou ter um tempinho de muita fisioterapia e continuar mais forte'', disse a judoca aos jornalistas presentes no ginásio.
Outro ponto do corpo de Bia que precisou de atenção especial antes da disputa acima de 78kg no judô em Paris foi o cotovelo, algo que a incomodou desde antes da viagem para as Olimpíadas.
“É uma loucura, muitas vezes, antes de sair de casa, ela chegava com o esparadrapo, eu cortava para ela, ela enrolava o cotovelo inteiro. Nessas últimas semanas, ela esteve bem melhor. Tem que agradecer muito a equipe médica que ajudou ela, entenderam ela. E hoje ela é campeã olímpica. Parece loucura, mas eu falei para ela: você vai ganhar a primeira medalha de ouro do Brasil nessas Olimpíadas. E aconteceu, deu certo, é loucura.”
A conquista emocionou especialmente Daniel por ele ter acompanhado todo o sofrimento e perseverança de Bia até se tornar campeã olímpica. “Ela dá o melhor sempre, ela chega em casa muitas vezes quebrada, ela prefere ficar doente do que descansar um dia de treino.”
Daniel, inclusive, foi responsável por uma “previsão” que acabou se concretizando em conversa recente com a esposa que entrou para a história do judô brasileiro.
“Eu tinha falado para ela: 'Amor, se você ganhar da francesa na casa dela, você é campeã e acabou, não tem quem te segura'. Eu falei para ela que ia ganhar de branco, porque, de branco, ela é linda. Esquece, não tem o que falar, é muita felicidade”, encerrou.
A francesa citada por Daniel é Romane Dicko, número 1 do mundo e batida por Bia na semifinal, na luta que antecedeu a decisão contra a israelense Raz Hershko, também superada, para colocar a brasileira no lugar mais alto do pódio em Paris.
