A defesa do Houston Texans é sinistra, capaz de pressionar o quarterback em um ritmo acelerado, enquanto o segundo nível da defesa conta com muita velocidade, cornerbacks que não dão espaço na cobertura e jogadores com excelente alcance na parte profunda do campo. É uma defesa que sabe atacar a bola. E Houston permitiu apenas 17,4 pontos por jogo em 2025, segunda menor marca da NFL.
Mas será que o ataque e, em particular, o quarterback C.J. Stroud, conseguirá controlar o ritmo das partidas e vencer nas primeiras descidas? Os Texans reformularam sua linha ofensiva e ainda trocaram por David Montgomery para a posição de running back. Espere uma grande temporada de Stroud em um ataque que conseguirá manter as jogadas dentro do cronograma.
Confira os principais motivos para acompanhar o Houston Texans na próxima temporada da NFL.
Pontos fortes
Edge rusher. Esta é uma disputa acirrada entre edge rusher e cornerback, mas a primeira posição leva a melhor depois de os Texans registrarem mais de 46 sacks pelo terceiro ano consecutivo. Danielle Hunter continua sendo uma grande força, e seus 15 sacks em 2025 e 114,5 desde que entrou na liga, em 2015, são o terceiro maior número da NFL nesses respectivos períodos. Will Anderson Jr. terminou em segundo na NFL com 62 pass rush wins na última temporada e soma 23 sacks em duas temporadas atuando ao lado de Hunter.
Pontos fracos
Linha ofensiva. Este grupo talvez tenha o pior quinteto titular da NFL e continua sendo uma grande preocupação depois de terminar em último lugar em porcentual de bloqueios para corrida (68,4%) e em 30º em bloqueios para passe (55,5%) na última temporada. Três titulares de 2025, o left tackle Aireontae Ersery, o center Jake Andrews e o guard Ed Ingram, permanecem, embora os dois últimos enfrentem forte concorrência dos free agents Wyatt Teller e Evan Brown. A outra vaga de guard está em aberto, com o escolhido na primeira rodada Keylan Rutledge na disputa. Braden Smith foi contratado como um possível upgrade em relação a Trent Brown no right tackle. Essa unidade pode evoluir em 2026, mas ainda há muitas incertezas.
Fator-X para 2026
O jogo terrestre. Na última temporada, Houston teve o segundo ataque terrestre menos eficiente da NFL em termos de EPA por jogada, e a baixa produção pelo chão apenas tornou a vida mais difícil para o quarterback C.J. Stroud. A questão é saber se as mudanças na linha ofensiva e a chegada do veterano running back David Montgomery podem melhorar esse aspecto do ataque.
Pronto para dar o próximo passo
Calen Bullock, S. Bullock vem de uma convocação para o Pro Bowl após apenas duas temporadas na liga, então talvez candidato a "dar o próximo passo" seja demais. Bullock soma nove interceptações em duas temporadas graças a uma combinação impressionante de alcance, instintos e habilidade para atacar a bola.
Um verdadeiro safety de meio de campo, um dos poucos representantes restantes dessa espécie em extinção, Bullock também é admiravelmente físico e disposto a contribuir contra o jogo terrestre. Reed Blankenship, seu novo companheiro de posição, deve permitir que Bullock passe um pouco mais de tempo atuando no box ou em metade do campo, o que aumentará suas oportunidades de produzir jogadas com a bola e, esperamos, também de ganhar reconhecimento nacional.
Reúna os amigos e jogue o ESPN Fantasy Football, o fantasy game oficial da NFL.
Palpites ESPN
Deivis Chiodini - Favorito ao Super Bowl
A defesa de Houston foi a segunda em pontos cedidos (17,4 por jogo) e a primeira em jardas concedidas (277,2), e todas as peças importantes voltam, com Will Anderson Jr. já avisando publicamente que o objetivo é o Super Bowl. O problema esteve do outro lado: 12-5 com um ataque irregular, o que levou a franquia a contratar David Montgomery e a reforçar a linha ofensiva com Wyatt Teller, Evan Brown e o novato de primeira rodada Keylan Rutledge. A conta é simples: desde a chegada de C.J. Stroud e DeMeco Ryans em 2023, Houston é 18-1 quando marca ao menos 24 pontos, marca que o time não atingiu na média em 2025. Stroud vem de uma eliminação péssima diante dos Patriots (quatro interceptações, 42,6% de aproveitamento) e joga por um contrato: se ele voltar ao nível de novato, o teto é o título.
