De volta ao caminho das vitórias no UFC, com a linda finalização para cima de Mateusz Gamrot na luta principal do UFC Rio, disputado neste sábado (11), Charles do Bronx era só sorrisos na entrevista coletiva após o evento.
Ampliando ainda mais seu recorde como maior finalizador da história do UFC, chegando a 21ª vitória pela via rápida, e se recuperando do duro nocaute sofrido para Ilia Topuria em sua última apresentação, o brasileiro admitiu que mudou bastante o seu estilo de lutar para tentar voltar ao topo.
"A gente tem que abafar. Minhas últimas lutas eu tentava finalizar o quanto antes. E dessa vez não. O caminho foi abafar. O meu jiu-jitsu é o jiu-jitsu do Macaco (Jorge Patino Macaco, seu professor). Se me der a oportunidade, eu vou pegar. E foi assim que consegui."
Exaltando ter vivido algo histórico ao disputar mais uma luta no Brasil, Charles mostrou que quer ainda mais. E deu uma sugestão bastante ousada para Dana White, presidente do UFC.
"Tem que trazer um evento numerado ao Brasil, em um estádio fechado. Vocês sabem quem tem que ser a luta principal. Eu mereço, eu vendo. O Brasil merece isso", iniciou, antes de projetar algo ainda maior.
"Sou o maior nome dentro do Ultimate no Brasil, ao lado de outros nomes. Imagine um card com Charles do Bronx e Poatan? Seria histórico. Mas não pode ser em um lugar pequeno, tem que ser em um gigante. "
A possibilidade, embora pareça distante, seria do acordo não apenas para ele, mas também para Poatan, que na sexta-feira (10), durante um evento que antecedeu o UFC Rio, deixou claro que gostaria muito de lutar no Brasil.
“No início, eu sempre falei: ‘Eu quero lutar onde for mais fácil para mim’. Os fãs sempre me apoiando. Se é bom para mim, se eu tenho um bom desempenho, como já tive em Nova York, no Madison Square Garden, onde fiz várias lutas grandes e me dei bem ali. Mas acho que chegou a hora de pensar sinceramente no Brasil. Eu vejo o calor dos fãs e seria uma honra. Chama!"
