O Conselho Nacional de Boxe (CNB) anunciou, nesta terça-feira (30), as punições para seis envolvidos na confusão generalizada após a luta entre Wanderlei Silva e Acelino 'Popó' Freitas no Spaten Fight Night 2, realizado no último sábado (27), em São Paulo. A lista, porém, não tinha o nome de Fabrício Werdum.
Mas por que o ex-lutador do UFC não foi punido pelo CNB mesmo tendo participado da confusão? O diretor jurídico da entidade, Elthon Costa, explicou o motivo durante entrevista à ESPN.
De acordo com Elthon Costa, Fabrício Werdum não estava cadastrado como córner oficial de Wanderlei Silva e também não tem licença do Conselho Nacional de Boxe.
“Diretamente, a gente não pode punir o Werdum, porque ele não se apresentou para ser cadastrado como córner oficial do Wanderlei. Quem se apresentou foi o André Dida. O Werdum estava ali como convidado, mas acabou entrando como se fosse um córner. Só que ele não está licenciado. Então, não podemos puni-lo, porque ele não tem licença do CNB", explicou Elthon Costa.
"O regulamento prevê que os atletas podem apresentar um córner principal e ter outro apenas acompanhando. Esse segundo, muitas vezes, nem dá instruções; pode só levar água, por exemplo. Mas o córner oficial é quem pode orientar o atleta. Não é permitido que todos gritem ao mesmo tempo. Por isso, reforço: não temos como punir o Werdum, já que ele não é cadastrado no CNB", afirmou.
Isso não quer dizer que Werdum vai sair ileso da confusão. O diretor jurídico do CNB disse todos os envolvidos serão proibidos de participar dos eventos organizados pela entidade.
"Agora, nós recomendamos — e isso foi colocado em nota — que todos os envolvidos, inclusive os filhos do Popó, sejam identificados. O Rafael, por exemplo, foi quem aplicou o golpe no Wanderlei, e o outro, apelidado de Popózinho, também chegou a chutar pessoas no ringue. Assim que identificarmos todos, vamos recomendar que eles sejam proibidos de participar de outros eventos, e nós mesmos já vamos deliberar pela proibição da entrada deles nos nossos", comentou.
"Já no caso do Popó, os seus córners eram licenciados. O único registrado como córner oficial era o Luís Cláudio, irmão do Popó. O Iago, que também estava, é lutador licenciado pelo CNB, assim como o Lucas. Ambos competem no boxe pelo conselho, por isso podem ser responsabilizados. O Dida, como mencionei, pegou licença para atuar, e o Wanderlei, como atleta, também é obrigado a ter licença para poder lutar", finalizou o dirigente.
Confira todas as punições após o Spaten Fight Night:
•Acelino Freitas (180 dias, com início em 30/9/2025 e término previsto para 30/3/2026);
•Iago Gutierrez Freitas (180 dias, com início em 30/9/2025 e término previsto para 30/3/2026);
•Lucas Pontes Da Silva (90 dias, com início em 29/9/2025 e término previsto para 29/12/2025);
•Luis Claudio Freitas (180 dias, com início em 30/9/2025 e término previsto para 30/3/2026);
•André Schervinski Amado (365 dias, com início em 30/9/2025 e término previsto para 30/9/2026);
•Wanderlei César Da Silva (180 dias, com início em 30/9/2025 e término previsto para 30/3/2026);
