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UFC 319: Dione Barbosa explica briga com treinador da Fighting Nerds após derrota em luta contra Karine 'Killer'

Após o duelo verde-amarelo entre Karine Silva e Dione Barbosa, vencido pela primeira, no card preliminar do UFC 319, no último sábado (16), uma cena chamou a atenção de parte da comunidade do MMA, especialmente no Brasil. Durante a entrevista de ‘Killer’ com o comentarista Joe Rogan, após o anúncio de sua vitória por pontos, bastante contestada pela rival pernambucana, uma tensa interação entre Dione e Flávio Álvaro, treinador da ganhadora, foi capturada ao fundo da imagem da transmissão oficial do evento.

Um dia depois, no domingo (17), a atleta pernambucana veio a público, por meio de suas redes sociais, para responder os questionamentos recebidos e dar sua versão sobre o ocorrido. Sem entrar em detalhes sobre o teor da conversa, Dione Barbosa se limitou a acusar o profissional ligado à equipe Fighting Nerds de desrespeitá-la.

“Sou atleta de artes marciais desde os 7 anos de idade e aprendi que há valores fundamentais que nos orientam nessa jornada, e respeito é um deles. Jamais irei me calar diante de uma atitude de desrespeito direta a mim ou qualquer um do meu time. Principalmente vindo de um profissional renomado e de tanta experiência, que eu tanto respeitava, mas quando eu tive o contato mais direto percebi que não é digno do meu respeito e tampouco da minha admiração", publicou.

Resultado polêmico

Além do mal-estar entre Dione Barbosa e Flávio Álvaro, o combate entre a pernambucana e Karine Killer também ficou marcado pelas vaias da torcida presente no ‘United Center’ ao ser anunciada a vitória da atleta da Fighting Nerds, na decisão unânime dos juízes. O resultado também foi contestado pela lutadora derrotada e sua equipe, que demonstraram incredulidade ao ouvirem a sentença dos jurados, ainda dentro do cage do UFC 319.

Confira o pronunciamento de Dione Barbosa na íntegra:

Foi me perguntado muito qual foi o motivo da minha conversa não muito amigável com um técnico da outra equipe ao final da luta. Então, vamos lá. Sou atleta de artes marciais desde os 7 anos de idade e aprendi que há valores fundamentais que nos orientam nessa jornada, e respeito é um deles.

Tratar a todos com cortesia e consideração, valorizando a jornada do aprendizado e a contribuição de cada indivíduo. E é assim que trato as pessoas ao meu redor: amigos, adversários e profissionais do ramo. Jamais irei me calar diante de uma atitude de desrespeito direta a mim ou qualquer um do meu time.

Principalmente vindo de um profissional renomado e de tanta experiência, que eu tanto respeitava, mas quando eu tive o contato mais direto percebi que não é digno do meu respeito e tampouco da minha admiração. Sem mais delongas, sou mulher, preta, pobre, mas muito bem criada e educada, e mereço ser respeitada. Te desejo o melhor e que você melhore.