O mundo do MMA ficou em choque na tarde do último sábado (21) diante da confirmação da aposentadoria de Jon Jones. Falando à imprensa após o UFC Baku, Dana White, o chefão da organização, confirmou a decisão do norte-americano de não atuar mais profissionalmente, além da confirmação de que Tom Aspinall é o novo campeão peso pesado do Ultimate.
A notícia caiu como uma bomba e gerou forte repercussão entre outros lutadores.
Uma das mais fortes foi do brasileiro Renato Moicano, um dos principais nomes do peso-leve do UFC e que retorno ao octógono no UFC 317, em 28 de junho, contra o norte-americano Beneil Dariush.
“É uma vergonha o que o Jon Jones fez no final da carreira dele. Eu não pensava que ele poderia jogar a carreira dele na lama. Mas ele jogou. Simplesmente a última vitória dele tem dois anos e para um contra que literalmente era bombeiro e aposentado. Um cara de...sei lá, 46 anos. Eu nem lembro quantos anos tinha o Stipe Miocic”, disparou Moicano em vídeo nas redes sociais.
“O fato é que estava uma polêmica de se o Jon Jones iria ou não lutar com o Tom Aspinall. Muitas provocações das duas partes. O Aspinall várias vezes fazendo vídeo zoando o Jon Jones, e ele deixando a entender que queria lutar. Encarada e o car*** a quatro. E no final das contas o Dana White acabou de revelar que o Jon Jones simplesmente ligou e falou que está aposentado. A gente viu em entrevistas, inclusive no podcast do Nelk Boys, que ele foi perguntado se lutaria ou não lutaria com o Tom Aspinall, ele simplesmente saiu da entrevista”.
“Na minha visão, jogou o legado dele fora. O Jon Jones, que foi um monstro na categoria 93kg, mas subiu com adversários que, por**, escolhidos a dedo. Esperou o Francis Ngannou se aposentar, depois lutou com o Ciryl Gane, depois lutou com o Stipe Miocic e agora ficou dois anos sentado no cinturão, dizendo que iria lutar. E depois pegou, ligou para o UFC e disse: ‘Me aposentei’. Na minha opinião ele mancha, sim, a carreira dele como o melhor de todos os tempos”.
“Antes ele era indiscutivelmente o melhor de todos os tempos. Se tivesse se aposentado no peso meio-pesado, ninguém nem teria dúvida. Porém, pelo fato de ter subido de categoria e escolhido todas as lutas possíveis, feito tudo para não lutar com o Francis Ngannou, depois passar anos dizendo que iria voltar para lutar com o Tom Aspinall mesmo depois que ele sabia que queria se aposentar”.
“Anos indo para a Tailândia, lá para a casa do car*** fazer sei lá o que, ele simplesmente liga e diz que vai se aposentar. Meu brother, não pode ser considerado o melhor peso pesado ou o melhor lutador de todos os tempos. Não pode”.
“A gente viu o favorecimento absurdo que o UFC tinha com ele. Chegou uma hora que ficou ridículo. Ficou ridículo para o UFC, deu para ver que ele estava fugindo e travando a carreira do Aspinall, que hoje é principal lutador do peso pesado, é o campeão linear. Não dá para ser considerado o maior de todos os tempos sendo que ele tem várias polêmicas, teve essa questão do antidoping e agora claramente se aposentou com medo do Aspinall”.
Campeão em duas categorias diferentes, no meio-pesado e nos pesados, Jones encerra sua carreira como um dos maiores de todos os tempos - para muitos, o maior.
Bones se despede acumulando recordes. Jones é o lutador com mais defesas de título na história tanto do meio-pesado (11), quanto no total (12). Ele é também o lutador com mais combates valendo o cinturão na carreira - 17, com 16 vitórias e um no contest.
Além disso, Jones é o campeão mais jovem da história do UFC, vencendo o título do meio-pesado em 19 de março de 2011, com 23 anos e 243 dias, quebrando o recorde de José Aldo, campeão do peso pena aos 24 anos e 72 dias.
