Alex Poatan foi, provavelmente, o lutador de ano mais movimentado no MMA, fazendo o evento principal do UFC 300, 303 e 307 e conquistando um nocaute em cada um. Chegou até a cogitar "salvar" o 310 - o que já revelou, porém, que não fará -, mas o olhar está mesmo no futuro.
Uma das principais questões que rodeiam o brasileiro campeão dos meio-pesados do UFC é quanto ao seu próximo oponente. Ainda sem luta ou data marcada, o brasileiro abriu possibilidades de defender seu cinturão, mas também mudar de categoria, podendo descer para os médios ou subir para os pesados. Em meio a isso, um nome surge como principal desafiante: Magomed Ankalaev.
Quanto à possibilidade de enfrentar o russo, Poatan diz que: "Seria um cara ali que era para me testar. As pessoas falam muito: o Ankalaev, é um grappler e tal. Para mim não faz diferença. Eu estou pronto para qualquer um".
O brasileiro ainda reconhece a qualidade de Ankalaev, mas sem deixar de lembrar seus próprios méritos: "Não, todos os atletas ali, a gente está falando de alto nível, com certeza a gente corre riscos com todos os atletas, ele não é diferente. Mas eu estou bem preparado para qualquer um, sou campeão, venho mostrando porque eu sou campeão".
Quanto a uma possível data, Alex ainda não faz garantias, mas provoca: "Vou descansar. Não sei quando eu volto, mas para dezembro não vai ser. Mas aí eu não posso te falar se é janeiro, se é fevereiro ou março. Eu gostaria lá para março. Como eu falei, se eu puder fazer algo para atrasar ele ali, eu vou atrasar, porque ele falou muita besteira. Mas eu não tenho medo de ninguém e todo mundo sabe disso".
Para além do russo, Poatan também reforça planos de explorar outras categorias: "Igual eu falei do peso pesado, se fosse para falar assim: escolhe, peso médio ou peso pesado? Eu já faria esse castigo aí para o Ankalaev, deixaria ele esperando um pouquinho mais e faria algo que eu tenho vontade".
"Para mim, vai ser uma luta mais fácil se eu voltasse para o médio, mas a perda de peso seria o mais difícil. Então, se for para eu escolher qualquer uma das duas categorias para lutar a próxima, eu escolheria no peso-pesado", finaliza o brasileiro.
Por enquanto, no seu futuro imediato, Poatan reforça que seu foco é a recuperação, além de seus compromissos: "Então eu falei que ia descansar um pouco, recuperar o meu corpo, para voltar daquele jeito. agora é descansar, tem muito trabalho, falei das minhas viagens, não dá para cancelar. Quero descansar um pouco".
Alex, inclusive, chamou atenção esse ano por lutar mesmo com algumas lesões e problemas de saúde, mas o campeão reforçou seu momento positivo: "Estou melhor. Eu falei como que eu estava me sentindo antes dessa última luta, claro, quebrei os dois dedos do pé na penúltima luta. E agora, nessa preparação eu torci o dedo, rompeu um pouco os ligamentos ali, machucou um pouco, então atrapalhou um pouco a minha preparação. Mas, eu estava no Brasil trinta dias antes da luta e fiquei doente, tomando antibiótico por cinco dias. Depois, quando eu voltei para os Estados Unidos, duas semanas depois, antibiótico de novo, garganta inflamada, estava com uma lesão na minha virilha, uma lesão na minha costela. Mas agora, sem treinar, eu estou me recuperando ainda, eu vou ter tempo para fazer isso".
Mais além do seu futuro dentro do octógono, o lutador brasileiro também tem estado no centro de um debate acalorado no mundo do MMA: o de quem merece ser o lutador do ano. Após a sequência absurda de três defesas e três nocautes em 2024, Poatan viu seu posto, antes unânime, começar a ser disputado por Ilia Topuria, que nocauteou Alexander Volkanovski e Max Holloway, se sangrando campeão dos pesos penas e defendendo seu cinturão.
Quanto a importância do prêmio para si, Alex Poatan é direto: "Cara, para quem me acompanha, sabe da forma que eu penso. Às vezes as pessoas falam de Hall da Fama, se vai ser, se não vai ser, falam de recordes. Eu estou fazendo o meu trabalho. Se as pessoas acham que eu tenho que ter essa classificação, agradeço a eles de terem essa visão, mas se eles acham que o Topuria é o lutador do ano, eu vou dar os parabéns para ele, se todo mundo decidir que é isso".
"Se for eu também, tudo bem, mas eu não ligo para isso não. Se for eu, beleza, se for ele, para mim está ok. É bom que acaba essa briga. Se falar assim: Alex, está tendo muita briga, e aí? Parece que eles não querem que você seja lutador do ano. Pô, deixa ele então. Aí não tem briga, para mim está perfeito", finaliza Alex.
