O UFC 304 será o palco da grande disputa entre Leon Edwards, atual campeão dos pesos meio-médios, e o desafiante Belal Muhammad. O evento ocorre no dia 27 de julho, sábado, e também reúne outros grandes nomes, como Tom Aspinall, campeão interino dos pesos pesados, e o desafiante Curtis Blaydes, além de Paddy Pimblett e Bobby Green.
O evento acontecerá em Manchester, na Inglaterra, país que é casa dos dois detentores do cinturão que estão em jogo no sábado. Essa será a terceira defesa de Edwards após tirar o cinturão do lendário, e longevo, campeão Kamaru Usman, com um dos nocautes mais incríveis da história no UFC 278.
Com uma possível vitória, Edwards busca se aproximar do legado não só de Usman, que colecionou recordes e acumulou cinco defesas, mas também de Georges Saint-Pierre, dono de um dos currículos mais invejáveis da história do UFC, que ainda despontam como os melhores meio-médios da história da competição.
Entretanto, pensando em termos históricos, onde os GOATs (Melhores de todos os tempos, em inglês) figuram entre as lendas e os grandes nomes das outras divisões de peso? E no MMA feminino, quais atletas se despontam como as melhores de todos os tempos? Para saber isso, o ESPN.com.br, com auxílio de especialistas do mundo inteiro, compilou duas listas dos 10 melhores lutadores e lutadoras de MMA do século 21.
(*Tradução e edição: Vinicius Garcia)
Os melhores lutadores do MMA do século 21

10. Kamaru Usman
Principais conquistas: Campeão dos pesos meio-médios do UFC, vencedor do torneio The Ultimate Fighter 21, maior número de vitórias consecutivas na história dos pesos meio-médios do UFC (15), primeiro campeão do UFC nascido na Nigéria
Embora St-Pierre seja reconhecido como o maior peso meio-médio da história do UFC, Usman chegou perto do legado dele durante um período fenomenal de 2018 a 2021. Kamaru passou de um wrestler a um lutador completo durante essa época, conquistando o título dos meio-médios ao derrotar Tyron Woodley. Ele parecia ser quase indestrutível durante seu reinado, com vitórias dominantes sobre Jorge Masvidal, Colby Covington e Gilbert Burns. Com um currículo excepcional que o levou a se tornar o lutador de peso por peso número 1 no ranking do UFC durante sua magnífica carreira, Usman ainda tem tempo para aumentar seu legado antes da aposentadoria. -- Andreas Hale

9. BJ Penn
Principais conquistas: Campeão dos pesos leves e dos pesos meio-médios do UFC, segundo lutador do UFC a conquistar títulos em duas categorias de peso
O legado de Penn consiste em dois componentes principais: Ele era amplamente considerado o maior peso leve de todos os tempos, até a chegada da carreira invicta de Nurmagomedov. Mas, mais do que isso, ele foi o primeiro garoto-propaganda do conceito de lutar fora de sua categoria de peso. Penn era um lutador nato, com um espírito havaiano. A maior parte do início de sua carreira o viu enfrentando oponentes maiores, incluindo um confronto infame em 2005 no Japão, quando lutou contra Lyoto Machida, de 102 kg e futuro campeão dos pesos meio-pesados do UFC. No auge de sua carreira, em 2009, ele era candidato a melhor lutador peso por peso do mundo. -- Brett Okamoto

8. Chuck Liddell
Principais conquistas: Campeão dos pesos meio-pesados do UFC; maior número de nocautes na história da divisão (10) e maior sequência de nocautes na história do UFC (sete); empatado com o maior número de knockdowns na história dos pesos meio-pesados do UFC (14) e empatado com o maior número de lutas consecutivas com um knockdown (sete); incluído em 2009 no Hall da Fama do UFC.
O moicano e o bigode característicos faziam Chuck se destacar na multidão, mesmo entre os lutadores de MMA mais ferozes. Mas o que realmente distinguia Liddell ainda mais era o seu característico ataque ininterrupto com os punhos, que muitas vezes levava a uma comemoração explosiva com o adversário atordoado na lona. Mesmo além de suas proezas com seus socos, “The Iceman” era uma figura influente. Ele treinou ao lado de outra lenda, Randy Couture, na primeira temporada do “The Ultimate Fighter”, e esse reality show ajudou a salvar o UFC da falência.
O tempo nas telas também deu início à ascensão de Liddell, que se tornou a primeira estrela multimídia do MMA. Ele fez uma das participações especiais mais memoráveis durante a popular série “Entourage: Fama e Amizade”, da HBO, e também se saiu surpreendentemente bem no programa “Dançando com as estrelas”, da ABC. Esse último programa, inclusive, mostrou um lado do lutador que era muito diferente do cara que deixava seus adversários no octógono vendo estrelas. -- Jeff Wagenheim

7. Randy Couture
Principais conquistas: Três vezes campeão dos pesos pesados do UFC, duas vezes campeão dos pesos meio-pesados do UFC, primeiro campeão de várias divisões na história do UFC, maior número de reinados de campeão na história do UFC (seis), lutador mais velho a ser campeão do UFC (45 anos, 60 dias), lutador mais velho a vencer uma luta na história do UFC (47 anos, 68 dias), Hall da Fama do UFC
Embora uma olhada em seu retrospecto possa não sugerir isso para a nova geração de fãs, Couture é, de longe, um dos maiores lutadores que já competiram no MMA. O “The Natural” passou a maior parte de sua carreira de 14 anos competindo por títulos e é amplamente reconhecido como o primeiro grande peso pesado do MMA, conhecido por usar sua excelente luta greco-romana para prender seus oponentes no chão e soltar o ground and pound. A parte mais significativa da carreira de Couture ocorreu de 2000 a 2004, quando ele conquistou o título dos pesos pesados e, mais tarde, o dos meio-pesados, enquanto se envolvia em batalhas memoráveis com Tito Ortiz e Chuck Liddell, no que poderia ser descrito como a era de ouro do MMA, que ajudou a estabelecer a presença do UFC nos Estados Unidos. -- Hale

6. Fedor Emelianenko
Principais conquistas: Campeão dos pesos pesados do Pride, ficou invicto em 28 lutas consecutivas
O GOAT original. Durante o auge da popularidade do Pride no início dos anos 2000, Emelianenko se estabeleceu como o modelo a ser seguido nas artes marciais mistas. Ele tinha um ar de invencibilidade durante esse período, derrotando adversários de todo o planeta e de todas as modalidades, incluindo nomes como Antônio Minotauro, Mark Coleman, Kevin Randleman, Mirko Cro Cop e Mark Hunt. Ele foi um dos principais alvos do UFC e de Dana White durante anos, mas um acordo entre as duas partes acabou não se concretizando. A mística de Emelianenko, especialmente durante seu auge, é essencialmente seu próprio capítulo da história do MMA. -- Okamoto

5. Khabib Nurmagomedov
Principais conquistas: Campeão dos leves do UFC com o reinado mais longo da história da divisão (1.077 dias) e empatado com o maior número de defesas de título (três); empatado com o maior número de vitórias por finalização em lutas pelo título, em qualquer divisão (três); maior número de quedas em uma luta do UFC (21 contra Abel Trujillo em 2013); Hall da Fama do UFC
Não existe lutador perfeito, mas Nurmagomedov foi o raro lutador de artes marciais mistas a terminar a carreira com um retrospecto perfeito. Ele tinha 29 vitórias e 0 derrotas e era o campeão dos leves do UFC quando se aposentou abruptamente em outubro de 2020, aos 32 anos, citando uma promessa que fez à sua mãe após a morte de seu pai e treinador de longa data no início daquele ano devido a complicações da COVID-19. O UFC fez várias tentativas para trazer Nurmagomedov de volta ao octógono - no MMA, as aposentadorias de lutadores raramente se mantêm - mas ele passou a treinar outros atletas, incluindo o atual campeão dos leves, Islam Makhachev.
Nurmagomedov era uma espécie de lutador retrô, pois utilizava uma única habilidade - o wrestling - e usava outras disciplinas apenas para preparar seu ponto forte. Nurmagomedov era incansável na busca por quedas, pressionando seu oponente em direção à grade, onde então o levava para o chão, prendia suas pernas para praticamente eliminar a possibilidade de fuga e, em seguida, finalizava o oponente ou o dominava até o apito final. Dezenove de suas 29 vitórias foram por finalização (11) ou por KO/TKO (8). Nurmagomedov era imparável. -- Wagenheim

4. Demetrious Johnson
Principais conquistas: Atual campeão peso mosca do One Championship, campeão inaugural peso mosca do UFC, maior número de defesas de título consecutivas na história do UFC (11), maior número de vitórias em lutas pelo título peso mosca do UFC (12), maior número de finalizações em lutas pelo título do UFC (cinco)
Embora não tenha lutado no UFC por quase sete anos, o nome de Johnson ainda está presente em todos os livros de história da companhia. Ele é indiscutivelmente o lutador de MMA mais rápido da história, com uma combinação excepcional de wrestling e golpes que deixava seus oponentes na poeira. Ele foi tão dominante durante seu período como campeão dos pesos-moscas de 2012 a 2018 que a competição considerou encerrar a divisão. Em vez disso, eles o enviaram para o One Championship, pensando que seus melhores anos haviam ficado para trás, o que acabou sendo um erro de cálculo terrível, pois “Mighty Mouse” ainda está prosperando como um dos melhores de todos os tempos. Aos 37 anos de idade, ele parece rejuvenescido e continua a acrescentar ao seu legado no One Championship como seu atual campeão dos pesos-moscas. -- Hale

3. Anderson Silva
Principais conquistas: Campeão dos pesos médios do UFC, detentor do retrospecto de mais vitórias consecutivas (16), Hall da Fama do UFC
Indiscutivelmente o lutador mais icônico da história das artes marciais mistas. Silva representou nada menos que a grandeza durante sua passagem pelo UFC, que se estendeu de 2006 a 2020. Ele conquistou o cinturão em sua segunda aparição no octógono em 2006 e teve uma das melhores carreiras que o esporte já viu. Não se tratava apenas do retrospecto de Silva, que foi perfeito na companhia por sete anos seguidos, mas também da maneira como ele se portava e eliminava seus oponentes. Ele teve algumas das finalizações mais impressionantes da história: Rich Franklin com joelhadas, nocauteando Forrest Griffin com um jab, submetendo Chael Sonnen no quinto round de uma luta que ele estava perdendo e o nocaute com chute frontal em Vitor Belfort. Silva parecia ter saído de um filme durante seu longo reinado nos pesos-médios. Ele é uma das figuras mais queridas desse esporte. -- Okamoto

2. Georges St-Pierre
Principais conquistas: Hall da Fama do UFC, campeão dos pesos meio-médio e médio do UFC, nove defesas do título dos pesos meio-médio do UFC
Sem dúvida, nenhum lutador na história do UFC preencheu melhor a lacuna entre os "primórdios" do esporte e sua forma moderna. Particularmente de 2006 a 2013, St-Pierre representou tudo o que as artes marciais mistas estavam procurando. Ele foi essencialmente perfeito naqueles anos, vencendo 14 de 15 lutas, incluindo 12 lutas pelo cinturão. Em um determinado momento, ele venceu 33 rounds consecutivos. Ele foi o único responsável por uma explosão de interesse dos fãs no Canadá e uma das maiores estrelas da promoção em todo o mundo. Seu estilo estava à frente de seu tempo, conhecido por combinar uma variedade de habilidades perfeitamente. Ele também é lembrado como um dos críticos mais francos do dopping em sua época. -- Okamoto

1. Jon Jones
Principais conquistas: Campeão peso meio-pesado e peso-pesado do UFC, lutador mais jovem a vencer um título do UFC, maior número de vitórias na história dos pesos meio-pesados do UFC (20), maior número de vitórias em lutas pelo título do UFC (15), empatado com o maior número de defesas de título bem-sucedidas na história do UFC (11), maior sequência de invencibilidade na história do UFC (19), Hall da Fama do UFC
Há um motivo pelo qual o presidente do UFC, Dana White, chama Jones de “o maior lutador de artes marciais mistas de todos os tempos”. Em um esporte em que a margem entre a vitória e a derrota é muito pequena, Jones conseguiu passar 16 anos sem ser derrotado por um oponente (sua única "derrota" foi por meio de uma controversa desclassificação contra Matt Hamill em 2009). Depois de se tornar o lutador mais jovem a vencer um título do UFC em 2011, Jones dominou uma série de lutadores do Hall da Fama nos quatro anos seguintes, com vitórias impressionantes sobre nomes como Daniel Cormier, Quinton "Rampage" Jackson, Lyoto Machida, Vitor Belfort e Rashad Evans. Ele não apenas os venceu, mas também o fez brincando com os pontos fortes de seus oponentes e, em seguida, passando por cima deles. O currículo é inegável, e as conquistas ainda estão se acumulando. -- Hale
As melhores lutadoras do MMA no século 21

10. Holly Holm
Principais conquistas: Campeã dos pesos galos do UFC, campeã de boxe em três divisões
Holm está em uma pequena lista de atletas que poderiam ser considerados os maiores atletas de esportes de combate de todos os tempos. Ela foi várias vezes campeã dos pesos meio-médios no boxe, compilando um retrospecto profissional de 33 vitórias, 2 derrotas e 3 empates, com nove nocautes. Ela se tornou uma força imediata nas artes marciais mistas, após sua transição em tempo integral em 2013. Ela desafiou Rousey pelo título do UFC em apenas sua terceira aparição na organização e registrou uma das maiores reviravoltas da história do MMA em um show com ingressos esgotados em Melbourne, Austrália. Holm tem sido um dos pilares do ranking de 61,2 kg da ESPN por quase uma década e diz que ainda tem gás no tanque aos 42 anos. -- Okamoto

9. Megumi Fujii
Principais conquistas: Invicta em suas primeiras 22 lutas profissionais, 19 vitórias por finalização na carreira
Fujii é frequentemente considerada a lenda esquecida do MMA feminino. Verdadeira pioneira, conhecida por seu wrestling brilhante e finalizações imparáveis, Fujii dominou o Japão antes de conseguir sua chance nos Estados Unidos ao fazer sua estreia no Bellator em 2010. De 2007 a 2010, Fujii venceu dez lutas consecutivas, com nove finalizações e um nocaute técnico. Ela pode nunca ter conquistado o ouro de campeã em uma grande promoção de MMA, mas foi vítima de estar muito à frente de seu tempo. Em sua única tentativa de conquistar um título mundial, ela perdeu por decisão dividida e polêmica para Zoila Gurgel. As lesões interromperam sua carreira antes do auge da popularidade do MMA feminino, mas isso não diminui o impacto que ela teve no esporte. -- Hale

8. Miesha Tate
Principais conquistas: Ex-campeã do peso galo feminino no UFC e no Strikeforce; bônus pós-luta por luta da noite (dois) e performance da noite (três); maior número de tentativas de submissão na história do peso galo feminino do UFC (12).
Pode parecer injusto que Tate seja lembrada para sempre como o lado B de uma amarga rivalidade com Rousey. Afinal, Tate foi campeã tanto no UFC quanto no Strikeforce. Mas foi seu vai-e-vem com Rousey durante o auge de ambas as lutadoras que ajudou a construir o MMA feminino. Há uma década, além das disputas acirradas com Tate, Rousey finalizava as adversárias com facilidade em menos de um minuto. Tate perdeu para Rousey duas vezes, mas sempre deu trabalho a ela.
Sua luta contínua muitas vezes assumia a forma de palavras ofensivas. Quando Tate e Rousey treinaram uma contra a outra na 18ª temporada do “The Ultimate Fighter”, em 2013, sua rivalidade ofuscou em grande parte os competidores do programa. E apesar da desavença, Rousey até fez um elogio a Tate, dizendo: “Acho que ela é totalmente legítima, mas não me sinto mal por bater nela”. -- Wagenheim

7. Zhang Weili
Principais conquistas: Duas vezes campeã dos pesos-palha do UFC
A melhor artista marcial mista que já saiu da China. Ela tem sido uma verdadeira força desde que assinou com o UFC em 2018, com um retrospecto geral de 9-2 e uma marca de 6-2 em lutas pelo título. Zhang é conhecida por um dos estilos mais fortes fisicamente no MMA - ela viralizou em 2023 por levantar facilmente a lenda aposentada da NBA Shaquille O'Neal do chão - e também por sua garra. Até o momento, ela só competiu no peso palha no UFC, mas é possível que ela busque um segundo campeonato em algum momento antes do fim de sua carreira. -- Okamoto

6. Rose Namajunas
Principais conquistas: Duas vezes campeã do peso-palha feminino do UFC, vice-campeã da 20ª temporada do “The Ultimate Fighter”, primeira mulher na história do UFC a reconquistar um campeonato depois de perdê-lo
Quando “Thug Rose” não conseguiu vencer a 20ª temporada do TUF contra Esparza, poucos sabiam que tipo de trajetória histórica ela teria ao se transformar em uma das melhores strikers puras da história do MMA feminino.
Tudo começou em 2017, quando Namajunas nocauteou Jedrzejczyk de forma chocante para se tornar campeã dos pesos-palha e provou que a vitória não foi um acaso quando ela dominou na revanche. Uma derrota por nocaute violento para Jessica Andrade foi um pequeno obstáculo, pois ela se recuperou com uma vitória por decisão na luta de retorno antes de reconquistar sua coroa de peso-palha ao acabar com a sequência de 20 vitórias consecutivas de Zhang com um violento nocaute na cabeça. Mais uma vez, Namajunas venceu a revanche, dando a ela vitórias sobre três ex-campeãs do peso palha. Seus golpes suaves e seu QI no octógono têm sido seu cartão de visitas e agora ela está em uma jornada para se tornar campeã de duas divisões, já que agora compete na divisão peso-mosca. -- Hale

5. Joanna Jędrzejczyk
Principais conquistas: ex-campeã peso-palha do UFC; maior número de vitórias em lutas pelo título na história da divisão (seis) e segundo maior número de lutas pelo título na história do UFC feminino (10); maior sequência de vitórias (oito) e maior número de golpes significativos desferidos por minuto (6,59) na história da divisão; integrante do Hall da Fama do UFC.
Jedrzejczyk não foi a primeira campeã peso-palha do UFC, portanto não seria correto dizer que ela colocou a divisão feminina de 52,2 kg no mapa. Mas ela fez o mapa ser importante. Em 2015, ela se tornou campeã ao derrotar Carla Esparza, que havia se tornado a primeira campeã três meses antes. A “Joanna Champion” fez jus ao seu apelido ao fazer cinco defesas, o que ainda é um recorde para a divisão. Ela era o rosto da divisão dos pesos-palha - e também a boca. Jedrzejczyk transbordava confiança.
Embora nunca mais tenha usado o ouro do campeonato depois de perder o cinturão para Rose Namajunas em 2017, Jedrzejczyk permaneceu próxima do topo do esporte até se aposentar há dois anos. Sua ardente luta de 2020 com a campeã Zhang Weili é amplamente aclamada como a maior luta da história do MMA feminino. No mês passado, Jedrzejczyk se tornou a segunda mulher e a primeira peso-palha a ser introduzida no Hall da Fama do UFC. -- Wagenheim

4. Valentina Shevchenko
Principais conquistas: Campeã dos pesos-moscas do UFC com sete defesas
Sem dúvida, nenhuma lutadora na história do MMA incorpora uma relação de “comer, dormir e respirar” com as artes marciais mais do que Shevchenko. Originária do Quirguistão, Shevchenko viajou pelo mundo durante a maior parte de sua vida em busca da excelência nas artes marciais. Ela é considerada uma das, se não a melhor, lutadora de muay thai de todos os tempos, com vários campeonatos mundiais. Ela disputou o título de campeã dos pesos galos do UFC em 2017 e levou Nunes à beira da derrota, apesar de ter um tamanho significativamente menor. Ela passou para sua categoria de peso natural, o peso-mosca, em 2018 e conquistou nove vitórias consecutivas, incluindo oito lutas pelo título. -- Okamoto

3. Ronda Rousey
Principais conquistas: Campeã inaugural do peso-galo feminino do UFC, campeã do peso-galo feminino do Strikeforce, maior sequência de finalizações em lutas pelo título na história do UFC (6), vitória mais rápida em lutas pelo título feminino na história do UFC (14 segundos vs. Cat Zingano), Hall da Fama do UFC
O CEO do UFC, Dana White, uma vez insistiu que as mulheres nunca lutariam no UFC - até que ele viu Rousey. E assim que “Rowdy” estreou na promoção, o MMA feminino foi firmemente colocado no mapa e Rousey se tornou uma grande celebridade. Em seu auge, Rousey não era apenas a melhor lutadora feminina do planeta - muitos acreditavam que ela poderia derrotar alguns dos melhores lutadores masculinos do mundo.
Depois de dominar o Strikeforce para conquistar o título dos pesos galos da promoção, Rousey chegou ao UFC 157 com uma campanha que rivalizou Conor McGregor como a maior atração do MMA. Uma judoca olímpica com uma submissão de armlock imparável, Rousey estava anos-luz à frente da concorrência. Em uma série de quatro lutas entre 2014 e 2015, Rousey passou um total de 2 minutos e 10 segundos no octógono, finalizando Sara McMann, Alexis Davis, Cat Zingano e Bethe Correia. Houve pioneiras do MMA feminino antes dela, mas nenhuma levou o esporte às alturas como Ronda Rousey fez. -- Hale

2. Cris Cyborg
Principais conquistas: Atual campeã dos pesos-penas femininos do Bellator e ex-campeã do UFC, Strikeforce e Invicta, o que a torna a única lutadora a deter títulos mundiais em quatro grandes promoções de MMA; empatada com o maior número de vitórias por paralisação e nocaute na história dos pesos-penas femininos do Bellator (quatro); única campeã dos pesos-penas femininos na história do Strikeforce, com duas defesas; primeira mãe a deter um cinturão de campeão do UFC.
Antes de Nunes assumir o título de GOAT do MMA feminino, e até mesmo antes de Rousey entrar em cena e se tornar a maior estrela, Cyborg estava sozinha e acima do resto do MMA feminino. Nunca houve uma mulher tão temível quanto Cris Justino, que, depois de perder em sua estreia no MMA em 2005, entrou em uma sequência invicta de 21 lutas. Cyborg finalmente encontrou seu par em uma luta pelo título dos pesos-penas do UFC em 2018 com Nunes, que venceu a luta em 51 segundos.
Nunes se aposentou e Rousey já se foi há muito tempo do esporte, mas Cyborg ainda está por aí e, mais uma vez, usando ouro. Ela agora é dona do cinturão dos pesos-penas do Bellator e, aos 39 anos, ainda busca seu próximo desafio. Suas duas lutas mais recentes foram no boxe, ambas vencidas por nocaute. Mas Cyborg ainda não abandonou o MMA. Ela faz súplicas regulares à PFL, perguntando quem será a próxima a enfrentar sua fúria. -- Wagenheim

1. Amanda Nunes
Principais conquistas: Campeã dos pesos pena e galo do UFC, consensualmente a lutadora número 1 do mundo em peso por peso
Amanda Nunes se aposentou das artes marciais mistas em 2023 porque literalmente ficou sem conquistas para alcançar. Ela derrotou todas as desafiantes legítimas ao título que o UFC poderia encontrar com 61,2 e 65,8 kg, e fez isso aparentemente com facilidade. Ela encerrou sua carreira histórica com uma sequência de 14 vitórias e 1 derrota. A única derrota durante esse período foi uma finalização para Julianna Peña em 2022, que ela imediatamente vingou de forma devastadora. Nunes se tornou famosa quando nocauteou Ronda Rousey em uma luta pelo título do UFC em 2016, mas ela foi tão dominante nos anos seguintes que seu legado vai infinitamente além dessa vitória marcante. Ela é a maior lutadora da história das artes marciais mistas. -- Okamoto
