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Promessa brasileira do UFC se inspira em Ronda e diz que não acreditava chegar tão longe: 'Eu era muito ruim'

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Luana Santos 'agradece' Ronda por 'abrir portas' no UFC e diz: 'Nem eu achava que chegaria aqui' (3:05)

Promessa brasileira do UFC falou com exclusividade ao ESPN.com.br (3:05)

Neste sábado (13), Luana Santos fará sua terceira luta no UFC, no evento Fight Night de Denver, no Colorado (Estados Unidos). A brasileira de apenas 24 anos é uma das grandes promessas do MMA mundial e está invicta na organização, com duas vitórias até aqui.

De base no judô, Luana revelou à ESPN que tem Ronda Rousey como maior inspiração e disse que "nem ela mesmo esperava chegar tão longe".

Luana estreou no UFC em 2023, com uma vitória espetacular por nocaute no 1º round contra Juliana Miller, ex-campeã do The Ultimate Fighter. Em dezembro do mesmo ano, fez sua segunda luta e venceu Stephanie Egger por decisão unânime.

Antes de enfrentar Mariya Agapova, do Cazaquistão, a brasileira lembrou sua trajetória no MMA e como se encorajou a entrar no esporte.

"Luto judô desde os meus oito anos de idade. Em 2017, estava na casa de uma amiga que fazia judô comigo e assistindo UFC. Aí falei pra ela: 'acho que eu lutaria isso'. Na época, só assistia quem tinha nome muito grande. A Ronda (Rousey), a Miesha (Tate), o (José) Aldo e o Anderson (Silva) eram as únicas pessoas que eu conhecia. Não entendia de mundo do MMA. Aí eu estava assistindo ao UFC e falei: 'acho que eu teria coragem'", disse.

"Foi muito difícil. Nem eu acreditava que daria certo. Eu era muito ruim (risos). Muito ruim mesmo, era um negócio surreal. O judô me ajudou muito na parte do MMA, tanto que uso até hoje minhas quedas de judô. Mas eu nunca tinha dado um soco, nunca tinha dado um chute na vida, comecei tudo do zero. Foi muito difícil no começo, mas por ter instinto de lutadora, por lutar desde muito cedo, sempre aprendi muito rápido. Um ano e meio depois, já estava na primeira luta e não parei mais".

Ronda Rousey, inclusive, foi a principal inspiração da brasileira. A americana, que foi a primeira superestrela feminina do UFC, também começou no judô e se transformou em um dos maiores nomes da história do MMA.

"Como ela era judoca e eu também, me inspirava muito nela. Queria ser famosa, brilhar como ela, fazer filmes como ela. Me baseei totalmente nela. E estamos chegando, estamos no UFC já (risos)", revelou.

"Se não fosse a Ronda, eu não estaria onde estou. Ela abriu as portas para o MMA feminino, foi a primeira. Ainda não igualo o feminino com o masculino, ainda tem muita coisa diferente, mas está chegando. A gente está mostrando que temos que ganhar nosso espaço", finalizou.