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UFC: Borrachinha abre o jogo após lesão assustadora e diz quando deve voltar a lutar

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Borrachinha explica lesão que o tirou do UFC 294: 'Estava colocando minha saúde permanente em risco' (2:56)

Brasileiro deu entrevista exclusiva à ESPN, em Abu Dhabi (2:56)

Paulo Borrachinha era para estar no co-main event do UFC 294, que acontece neste sábado (21), em Abu Dhabi. Porém, o que poderia ter sido um combate épico contra Khamzat Chimaev, que segundo o próprio Dana White definiria o próximo desafiante ao cinturão dos médios, acabou se tornando um drama para o brasileiro em uma das lesões mais tensas já vistas no MMA profissional.

Buscando se preparar em seu mais alto nível e se acostumar com o clima, cultura e fuso horário dos Emirados Árabes, Borrachinha foi para o local da luta realizar seu camp com mais de um mês de antecedência.

E logo que ele chegou, já veio com um inchaço no cotovelo do Brasil, do qual estava tomando antibióticos para poder curar. Em entrevista à ESPN, o número 6 do ranking dos médios relatou o seu drama pessoal vivido com a infecção bacteriana em seu cotovelo, que fez com que ele passasse por nada menos do que três cirurgias no período de cerca de um mês.

"Desde o primeiro dia que eu cheguei eu vi que alguma coisa não estava correta, que o braço estava muito inchado, muito vermelho, estava muito reativo à inflamação, infecção. Desde o primeiro momento que eu cheguei, há uns 45 dias, até o dia que o médico disse que eu estava fora, foram todos os dias de risco. Na minha cabeça eu estava tentando ir contra a possibilidade de sair, mas estava dando meu máximo pra continuar. Sempre houve o risco dessa luta cair. Tive que lidar com isso todos os dias", disse Borrachinha.

"Não tem sido fácil, foi extremamente difícil lidar com toda a situação. Foi uma lesão muito grave, não foi nada que dava pra ter ido...não dava, foi uma lesão de infecção bacteriana que é séria, grave. Tem gente que morre por causa disso, tem gente que perde membro por causa de infecção e é inclusve devido a tanto tempo que essa infecção havia permanecido no meu braço, que foi realmente uma situação que estava colocando minha saúde permanente em risco. Então não deu. Foi até o ultimo momento, fiz 3 cirurgias. Até a segunda eu ainda tinha uma esperança que pudesse, mas os médicos não permitiram", relatou o brasileiro, dono de um cartel de 14 vitórias e duas derrotas no MMA.

A gravidade da lesão foi compreendida por Dana White, presidente do UFC. "Ele está seriamente machucado, está cuidando do cotovelo. Se não fosse legítimo eu seria o primeiro a falar, ele se machucou seriamente, ele fez o que precisava. Sei que não é uma resposta popular pra se falar para o Kahmzat, mas é a verdade".

"O Dr. Rodrigo Vaz, ortopedista, médico do Atlético-MG, o melhor do Brasil, me tratou lá, a gente drenou, limpou e já tinha comentado da possibilidade de remoção da bursa. A gente acreditava que dava pra lutar porque a bactéria não tinha reaparecido. Quando cheguei depois de uma semana treinando ela tinha criado uma resistência", relembrou Borrachinha.

Borrachinha deve ficar ainda em Abu Dhabi até a próxima semana, quando tem a expectativa de ser liberado pelos médicos que o operaram e retornar para o Brasil já apto para treinar. Com isso em mente, o brasileiro já trabalha com uma possível data para seu retorno.

Nos últimos cinco anos, Borrachinha lutou apenas cinco vezes no UFC, a última delas em agosto de 2022, quando aposentou Luke Rockhold.

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2:24
Borrachinha diz quando deve voltar a lutar e cita até possíveis adversários que gostaria de enfrentar

Brasileiro falou com exclusividade à ESPN, em Abu Dhabi

"Voltando a treinar em 10 dias, acredito que dá pra lutar em dezembro. Eu tenho treinado o ano todo, não preciso de tanto treinamento pra fazer uma luta, estou fazendo cardio, mantendo meu peso. Após a liberação médica, mais 5 semanas é o que eu preciso. Um grande card é bom, em dezembro faz todo sentido. Preciso sentar com o UFC e conversar sobre oponente. Tem alguns nomes, o Dricus Du Plessis, o (Robert) Whittaker, o Chimaev e o Usman a gente não sabe o que vai acontecer. Eu só quero estar lutando o mais rápido possível".