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UFC diz que agência antidoping mente sobre McGregor: 'O que fizeram com ele é nojento'

Conor McGregor no UFC 264 Jeff Bottari / Getty Images

O fim da parceria entre o UFC e a USADA, a Agência Antidoping dos EUA, continua gerando polêmicas. Hunter Campbell, vice-presidente executivo e diretor de negócios do maior evento de MMA do mundo, concedeu uma entrevista e detonou a postura de Travis Tygart, CEO da USADA.

Na quarta-feira (11), Tygart emitiu um comunicado dizendo que o fim da parceria se deu por conta do desejo do UFC em voltar a contar com Conor McGregor entre seus atletas, mesmo sem ele passar por um teste antidoping. O irlandês se retirou do grupo de testes desde que iniciou a recuperação após quebrar a perna em uma luta contra Dustin Poirier, no UFC 264.

"A relação entre a USADA e o UFC tornou-se insustentável dadas as declarações feitas pelos líderes do UFC e outros questionando a posição de princípio da USADA de que McGregor não poderia lutar sem estar no grupo de testes por pelo menos seis meses", disse ele.

Um dia depois, o UFC convocou uma entrevista coletiva e, além de anunciar a parceria com a Drug Free Sport International, detonou a postura da USADA: "Infelizmente, eles usaram Conor McGregor como um veículo para articular e reformular uma deturpação completa do que ocorreu nos últimos meses. O que posso dizer categoricamente é que o que a USADA divulgou nas últimas 48 horas não poderia estar mais longe da verdade", iniciou Campbell.

O dirigente acredita que as mensagens de Tygart foram uma "tática de autopreservação" e que a citação a McGregor foi algo para chamar atenção da mídia: "Em nenhum momento alguém do UFC foi à USADA e disse a eles qualquer coisa além de que Conor McGregor voltaria ao programa quando estivesse saudável. Ao fazer isso, exigiríamos que ele permanecesse no programa por seis meses. Não haveria exceção à regra. O que eu disse ao Travis em várias ocasiões, inclusive na ligação de segunda-feira, foi que nunca haveria uma situação em que Conor lutasse até que ele estivesse no programa por seis meses. E minhas palavras foram: 'Eu não dou a mínima se ele tiver 37 testes limpos'. Este é um daqueles casos em que Conor foi o atleta mais testado no UFC antes de quebrar catastroficamente a perna."

"As conversas que tive com Conor e seu médico não tiveram nada a ver com luta, eles estavam legitimamente preocupados que ele nunca mais recuperasse o uso total da perna, incluindo os ligamentos ao redor dela. E direi uma última vez, o que fizeram com ele é nojento. Para uma entidade que afirma ter um nível de honra e integridade, usá-lo como veículo de mídia para promover uma narrativa falsa é perturbador, nojento, e acho que eles têm alguma responsabilidade legal legítima com a qual deveriam se preocupar."

Campbell disse ainda que o representante da USADA ficou bastante alterado ao ser notificado que o UFC encerraria a sua parceria com a agência a partir do ano que vem. "Eu não poderia ter sido mais claro sobre os motivos pelos quais estávamos fazendo a mudança, e ele ficou completamente perturbado. Na verdade, foi uma versão de um colapso mental. A única coisa que logicamente posso pensar é que este é um indivíduo que está lidando com muita m... agora. Acho que aquela ligação foi a gota d’água."

A revolta do UFC é tão forte, que, através de uma carta, o evento está cobrando que Tygart e a USADA apresentem um pedido de desculpas por causa das recentes declarações sobre McGregor.

"Exigimos que você publique uma retratação apropriada e um pedido de desculpas ao UFC até quinta-feira, 12 de outubro, às 17h. A retratação deveria reconhecer a falsidade das representações da declaração que expressam ou implicam que o UFC encerrou seu relacionamento com a USADA para agilizar o retorno de McGregor ao UFC. A retratação também deve reconhecer as repetidas declarações do UFC de que McGregor não lutará no UFC até que ele passe seis meses no grupo de testes e devolva dois testes limpos, conforme exigido pela ADP."