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Popó confessa que 'segurou a mão' para não nocautear Whindersson, mas elogia rival: 'Aguenta apanhar'

De acordo com o Popó, Whindersson mostrou uma resistência que muitos profissionais do boxe não possuem


No último domingo (30), Acelino "Popó" Freitas e Whindersson Nunes fizeram o tão esperado duelo de boxe entre eles, na luta principal do Fight Music Show. O confronto gerava uma alta expectativa para ver como seria a postura das estrelas dentro do ringue.

Após oito rounds, o resultado do embate foi um empate para a alegria de todos. Entretanto, o ex-campeão mundial admitiu que precisou segurar seu ímpeto para não estragar a festa.

Em entrevista ao podcast "Flow Sport Club", Popó admitiu que sabia que o intuito deste combate era proporcionar um show para o público que estava esperando por esse encontro e não uma luta de verdade.

Por isso, o baiano revelou que, em alguns momentos durante a luta, precisou aliviar um pouco nos golpes para não nocautear Whindersson.

"Minha mão ainda está machucada e nunca tinha ficado com ela desse jeito. Não sei se foi por causa do clima da luta. O Whindersson é muito duro, eu sentia o osso da minha mão pegar no rosto dele. Não por maldade minha. Se fosse na maldade, eu teria nocauteado ele. Eu segurei a mão algumas vezes", afirmou o lutador.

Apesar de confessar que poderia ter dado números finais a luta antes do tempo previsto, Popó fez questão de exaltar seu rival.

De acordo com o ex-campeão mundial, Whindersson mostrou uma resistência que muitos profissionais não possuem.

"Foi surpreendente. Ele não é lutador de boxe, apanhou, resistiu. Muitos lutadores que eu conheço, quando tomam um golpe que dão aquela balançada, até se jogam. O Whindersson aguenta apanhar e segura a onda. Poucas vezes ele recuou", elogiou.

Um dos grandes ídolos do esporte brasileiro, Acelino "Popó" Freitas foi campeão dos superpenas pela WBO (Organização Mundial de Boxe) e pela WBA (Associação Mundial de Boxe), e conquistou duas vezes o título mundial dos leves pela WBO.

Durante sua carreira, o pugilista somou 41 vitórias, 34 delas por nocaute, e apenas duas derrotas.