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UFC 270: Deiveson diz como Cejudo foi de inimigo a 'parça' e revela trairagem de Moreno

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Deiveson revela ansiedade por trilogia com Moreno: 'Quero bater nesse cara, fazer ele pedir pra parar' (1:49)

Lutador brasileiro falou com exclusividade à ESPN (1:49)

Brasileiro busca recuperar o cinturão do peso mosca em trilogia com mexicano e contará com a ajuda de ex-desafeto para isso


Deiveson Figueiredo quer se redimir. O brasileiro (20-2-1) entra no octógono neste sábado no UFC 270 para a trilogia contra Brandon Moreno em busca de recuperar o que é dele: o cinturão do peso mosca.

*Conteúdo patrocinado por Sportingbet

Na primeira luta entre os dois, empate após o brasileiro ter tido um ponto tirado por conta de um chute baixo. Na segunda, Deiveson foi finalizado. E a derrota doeu tanto que o brasileiro optou por fazer uma verdadeira revolução na carreira.

O "Deus da Guerra" demitiu membros da sua equipe que estariam "acomodados", deixou a sua Belém, no Pará, e foi passar quatro meses treinando no Arizona ao lado de Jon Jones e daquele que até pouco tempo atrás era um de seus maiores desafetos: Henry Cejudo, ex-campeão dos moscas e galos.

"Eu fiz tudo de errado (na segunda luta com Moreno), só de estar dentro da minha empresa, alguns erros acontecendo na minha equipe na qual eu fui campeão. Dou graças a Deus, mas eu percebo que depois que pegamos o cinturão eu vi que alguns técnicos relaxaram, não me chamavam pra treinar, perderam o foco totalmente, então eu tive que eliminar alguns da minha equipe. Hoje estou com nutricionista novo, preparador físico novo, não que a nutricionista não me dava atenção, sempre me deu, mas uma hora a gente tem que criar asa e fazer umas inovações. Eu fiquei 4 anos com a mesma nutricionista, agora estou com um novo, com fé que vou bater o peso", disse Deiveson, à ESPN.

Isso levou o brasileiro a procurar o famoso técnico Eric Albarracin, que treina Cejudo, Paulo Borrachinha e outras estrelas do MMA.

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"Depois da luta que eu perdi o cinturão, saí pra esfriar a cabeça, comer uma pizza num restaurante próximo. Aqui em Phoenix eu perdi e retornei pra fazer meu camp. Eu encontrei o Henry Cejudo, o Eric Albarracin eu já tinha falado, ele sempre me chamava pra treinar aqui, visando lutas futuras. Eu falei pra ele que eu viria, só precisava de um tempo. Com a derrota, ela exigiu eu tomar essa decisão brusca. Foi então que eu entrei em contato com Albarracin e vim pra cá treinar com ele e Cejudo".

Ainda em 2021, Cejudo e Deiveson trocavam provocações publicamente. O americano dizia que bateria no brasileiro e seu irmão juntos, além de falar que Figueiredo estava apenas "guardando" seu cinturão, enquanto o então campeão dizia que Cejudo estava gordo após se aposentar do UFC em 2020 em meio a uma disputa exigindo salários maiores de Dana White.

Mas nos últimos quatro meses tudo mudou na relação dos dois, que agora são "parças".

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Deiveson detalha como Cejudo foi de inimigo a 'parça' que será seu córner no UFC 270 e diz se faria luta contra ele

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"Conhecer o Cejudo pessoalmente, ele sempre foi amigo do Wallid (Ismail, empresário), falou pra mim que era um cara do bem. Faz muito trash talk das lutas, mas, óbvio, tem que fazer. Como você vai assistir um programa de televisão se não rola um comerical legal pra te chamar atenção? Hoje eu conheci pessoalmente, o camp todo me treinando, se disponibilizou pra mim, que no que eu precisar ele vai estar lá pra ajudar. E eu preciso dele no meu córner, aprendi a ter confiança, falei que queria ele a meu lado. Ele disse 'cara, sem dúvida, estou com você do seu lado".

Quase com 35 anos de idade, Cejudo recentemente ensaiou um novo retorno ao octógono, mas disse que as cifras estão longe do que ele deseja receber do UFC. Se isso acontecer ou não, Deiveson garante que não irá lutar contra aquele que hoje é seu amigo.

"Eu vejo isso nele, dele querer lutar, a questão toda são números. A hora que chegar a um número determinado ele com certeza vai lutar, sim. Não (lutaria com ele). Hoje ele é meu irmão demais. Eu hoje estou aqui treinando com ele, aprendi a gostar demais. Quando eu gosto de alguém, eu sou muito protetor, quero ver todo tempo bem", disse o brasileiro, que terá Cejudo em seu córner.

O que aproximou os agora ex-rivais também foi algo em comum: o ódio a Moreno. Deiveson explicou a "trairagem" que o mexicano fez com Cejudo, com quem ele inclusive morava junto.

"Esse cara foi muito safado com o Cejudo, morou com o Henry e na época aconteceu de chamarem ele para o TUF. E dentro do TUF tinham que escolher os lutadores, não tinha como descobrir que ele era x, y ou z. Então o Cejudo chamou um e tinha dois nas finais, era o (Alexandre) Pantoja e ele, se não estou enganado. E o Cejudo chamou o número do Pantoja, e ele que morava com cejudo foi pra equipe do (Joseph) Benavidez. Ia acontecer Cejudo x Benavidez. Depois que foi eliminado pelo Pantoja no TUF, ficou com raiva do Henry e quando o Henry descobriu ele estava ajudando Benavidez a lutar contra o Cejudo, foi uma trairagem tremenda. Ele poderia entender que ali foi um jogo".

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'Ele foi muito safado': Deiveson revela 'trairagem tremenda' que fez Cejudo pedir 'cabeça' de Moreno

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Quatro meses longe de casa, Deiveson disse que toda vez que fala com sua esposa via celular caem lágrimas dos rostos dos dois. "Parecemos dois bebês chorando". Mas o "sofrimento", segundo ele, está quase no fim. E antes de voltar para Belém ele irá fazer Moreno sofrer.

"Está chegando a hora de terminar com isso, essa pilha, essa guerra que está entre nós dois. É um cara que não me deixou dormir por alguns meses. Estou bem pilhado com esse cara, me tirou da minha zona de conforto, até agradeço ele por isso. Saí de Belém, estou há 4 meses sem dar atenção pra minha família. Eu quero bater nesse cara, quero fazer ele pedir pra parar. Nessa vez eu não vou dar round. Eu esto com uma vontade que ele peça pra parar", finalizou.