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UFC: Como brasileiro foi de ajudante de pedreiro que ganhava R$ 35 por dia a promessa do MMA

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Brasileiro do UFC, Joanderson 'Tubarão' relembra tempos de briga em baladas: 'Senti uma cadeirada' (1:12)

Joanderson 'Tubarão' concedeu entrevista exclusiva ao ESPN.com.br (1:12)

Joanderson Brito, de 26 anos, faz sua estreia na maior organização de MMA do mundo neste sábado


Aos 26 anos, Joanderson Brito (12-2-1) chegou no ápice onde todo atleta de MMA sonha em estar. O brasileiro, nascido no Maranhão, faz sua estreia no UFC neste sábado, contra o peso pena Bill Algeo (14-6), no card principal do evento de Las Vegas.

*Conteúdo patrocinado por Sportingbet

Joanderson começou a sua carreira no MMA com duas derrotas nas três primeiras lutas. Mas desde então, em dezembro de 2015, não perdeu mais, com 11 vitórias e um empate.

Se tem uma coisa que Joanderson, apelidado de "Tubarão", fez, foi lutar. Nos dois sentidos da palavra.

No começo da prática do MMA, ainda adolescente, ele admitiu que era "brigão".

"Gostava muito de sair, de balada, brigava muito. Os treinos, a luta me tirou de tudo isso, me mostrou a vida de uma maneira totalmente diferente que eu vejo hoje. Foram mais desavenças com outros desafetos. Não sei. Era a energia que eu tinha. Eu ja estava treinando, mas gostava de festa. Acabava acontecendo. Mas aí eu comecei a levar as coisas mais sério, quando vim morar pra São Paulo. Hoje eu sou outra pessoa", disse o Tubarão, à ESPN.

O brasileiro relembrou de uma briga que teve quando morava em Laranjal do Jari, no Amapá. "Uma vez a gente estava numa festa e eu vi alguém chamando meu nome, tinha bebido bastante. Quando eu virei, já senti o primeiro soco, aí revidei e senti uma cadeirada. Aí eu fui embora e voltei atrás do pessoal com outras pessoas...".

Apesar de briguento, Tubarão disse que nunca teve problemas com a lei por isso.

Quando começou sua carreira no MMA, o jovem Joanderson tinha que se sustentar trabalhando em obras e ganhando salários, segundo ele, de R$ 35 a R$ 40 por dia.

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1:12

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"Trabalhei numa metalúrgica, carregando pedra, de ajudante de pedreiro. Era ruim (minha situação financeira), pra eu estar fazendo esses serviços...Eu fazia de ajudante de pedreiro, carregava pedra, trabalhava fazendo carvão pra poder ajudar com as despesas porque a gente sabe que no Brasil só através da luta não dava".

"Surgiu em 2016 a oportunidade de vir pra São Paulo através de um colega do Jari. Ele me convidou, eu comecei a correr atrás da minha passagem, de patrocínio, ajuda, só que ninguém me ajudou. Prefeito, vereador...Aí minha irmã comprou minha passagem, dividiu no cartão em 12 vezes", relembra Joanderson, da academia Chute Boxe de Bauru.