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UFC 257: Brasileiro que enfrentou McGregor e Poirier sonha com revanches e dá dicas para o norte-americano vencer

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Diego Brandão dá dicas a Poirier de como vencer McGregor e cita 'erro' de José Aldo (1:03)

Brasileiro enfrentou McGregor e Poirier em sua carreira no UFC (1:03)

Conor McGregor e Dustin Poirier se enfrentam no evento principal do UFC 257, neste sábado, na Ilha da Luta, em Abu Dhabi. Poucos podem dizer que estiveram no octógono contra dois dos maiores da atualide no MMA. E Diego Brandão, de 33 anos, é um deles.

Brandão, hoje lutando na organização russa ACA, uma das principais de MMA da Europa, encarou Poirier no UFC 168, encabeçado pela revanche entre Anderson Silva e Chris Weidman, em 28 de dezembro de 2013, e foi main event em julho de 2014 no UFC em Dublin, contra McGregor.

O brasileiro, vencedor da edição 14 do reality show do UFC, The Ultimate Fighter, perdeu ambas por nocaute no primeiro round.

"As minhas lutas com eles na época, eu tinha acabado de sair do TUF, estava pouco focado. Tive a chance de lutar com esses caras campeões, com o Brian Ortega também", relembrou Brandão, de 33 anos, à ESPN.

"Poirier ja era do WEC, nessa época ele já era mais casca grossa, naão bati o peso, sofri um acidente de carro na semana da minha luta. Não é desculpa, mas foi o que aconteceu. Lutei mal pra caramba. Poirier com certeza foi melhor na noite. Na minha luta contra o McGregor, eu peguei a ligação de 2 meses antes, não estava muito preparado", completou.

A carreira de Diego Brandão no UFC duraria apenas mais três lutas. No início de 2016, ele testou positivo para o uso de maconha e acabou suspenso e, em abril daquele ano, seria dispensado por Dana White após uma confusão de rua.

Brandão foi preso após sacar uma arma dentro de uma casa noturna nos Estados Unidos.

"Respeito o UFC, o que aconteceu foram brigas, confusão na rua, é passado, estou olhando pra frente. O UFC sempre me deixou as portas abertas. A gente está aqui na fé", contou Brandão.

O brasileiro, dono de um cartel de 25 vitórias e 16 derrotas, sendo duas delas nas últimas lutas que fez, ainda sonha com um retorno ao UFC.

"A gente tem planos de voltar para o UFC. Pretendo ganhar um cinturão, uma coisa grande, pra pedir para o Dana White pra voltar para o UFC. A gente está focado no top-2 lá na Rússia, qualquer hora a gente luta pelo cinturão. Se a luta tiver que rolar, será uma honra. Pretendo voltar ao UFC em breve. Eu mando e-mail para o Sean Shelby. A Holly Holm mandou uma mensagem para o Dana White. É uma questão de tempo. Eu acho que eu ainda não estou pronto. Espero que esse ano as coisas melhorem e as oportunidades apareçam mais".

O brasileiro também sonha com uma revanche contra Poirier e McGregor.

"Quem sabe né? Eu estou muito longe nessa missão, muito longe pra pensar nisso. No UFC, eu tenho que estar preparado, estou treinando todo dia, cuidando o peso, qualquer coisa aí pode pintar. De vez em quando os caras baixam na academia procurando gente pra lutar, é questão de tempo".

O próprio McGregor recentemente foi às redes sociais apoiar o brasileiro, dizendo que ele merecia ainda estar no UFC.

"Você tem algumas finalizações fenomenais na sua carreira, Diego, você deveria ainda estar no UFC. As ligas menores não são do seu tamanho. Um verdadeiro finalizador. Feliz aniversário, meu irmão", postou o irlandês.

"Na ultima vez que a gente se falou, ele (McGregor) disse que era para eu estar no UFC. Depois que dei aquela chave de braço na Rússia, ele disse no Twitter que era para estar no UFC, não era pra estar lá na Rússia, isso que me deixa motivado", afirmou o brasileiro.

Na Rússia, Brandão também causou polêmica. Contra Akhmed Aliev, em 2017, ele acabou acertando um chute ilegal no rival. O árbitro parou a luta, e o público local começou a atirar objetos no cage.

Brandão então deixou o cage e desistiu da luta.

O brasileiro acredita que Poirier vai vencer a luta principal do UFC 257 e deu até algumas dicas para o norte-americano.

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0:53

Diego Brandão fala de vontade de revanche com McGregor e Poirier no UFC

Brasileiro ex-UFC lutou com ambas as estrelas que duelam neste sábado

"Acho que o Poirier vai mostrar garra e o McGregor ninguém espera, ele é fenômeno, acho ele o melhor do mundo. Eu vou com Poirier, gosto do McGregor, a gente troca tweets de vez em quando. O Poirier vai trazer uma guerra. Poirier tem mais agressividade e o McGregor é mais contra-ataque. Tem que tomar cuidado quando for atacar ele porque ele é muito bom nessa esquiva ali e voltar com a esquerda, apesar do Poirier ser canhoto também. Poirier vai ter que andar muito pro lado, se andar de frente é complicado, como foi o José Aldo, que acabou caindo. Acho o Poirier mais pressão. Acho que vai ser uns 3, 4 rounds".