Marlon Moraes (23-6-1) faz o main-event do UFC deste sábado, na Ilha da Luta, em Abu Dhabi diante de Cory Sandhagen (12-2). Muita coisa aconteceu na vida do brasileiro de 32 anos desde a última vez que entrou no octógono, em dezembro de 2019, na vitória por decisão sobre José Aldo.
A batalha mais difícil que o peso galo teve neste período, certamente foi contra a COVID-19. Marlon e sua esposa foram infectados no mês de junho.
"Foi difícil, um período diferente que a gente sente coisas que não sentiu antes, é uma doença que está incomodando muita gente, mas graças a Deus a gente passou por isso e estamos mais saudáveis do que nunca", disse o lutador, à ESPN.
Em julho, também à ESPN, ele relatou o drama vivido com o coronavírus. "Infelizmente eu peguei o vírus, eu e minha esposa. A gente ficou bem debilitado, sintomas muito fortes, graças a Deus nao precisei ir pro hospital, mas precisei levar a minha esposa ao hospital. Meus filhos não se contaminaram, mas aqui nos Estados Unidos é só a gente, precisava ficar com eles".
"A gente passou um dia no hospital só. Ela ficou se tratando lá, tomou remédio, ficou sob observação. Ela perdeu o paladar, olfato, sentiu muita fraqueza", completou.
Marlon é o número 1 do ranking dos galos do UFC. Porém, mesmo tendo perdido apenas para o ex-campeão agora aposentado Henry Cejudo em suas seis últimas lutas, o brasileiro não teve uma nova oportunidade de cinturão.
Inicialmente, o UFC havia dado essa chance a José Aldo, que perdeu para Marlon, mas a luta foi cancelada pela pandemia. Cejudo se aposentou, e o Ultimate novamente deu a oportunidade a Aldo contra Petr Yan pelo título vago.
Após a vitória do russo, o UFC já sinalizou que a primeira defesa de cinturão de Yan será contra Aljamain Sterling, hoje número 2 do ranking e que foi derrotado pelo próprio Marlon em 2017.
O brasileiro, no entanto, foge das polêmicas quando perguntado sobre essa situação.
"Não fico chateado não, eu estou feliz da vida, vou lutar, faço o que amo, mal posso esperar pra chegar lá na Ilha da luta e a gente vai fazer o que a gente mais ama. Eu sou grato por isso. Tem muita coisa que envolve Cejudo, Aldo, não quero saber deles, quero saber de mim e da luta que vou fazer no sábado. E me preparei muito bem e vou chegar lá mais pronto do que nunca", afirmou.
E se vencer Sandhagen?
"Vou comemorar muito a vitória com meus amigos e é por isso que estou indo lá. O que vai acontecer depois a gente não sabe".
