O UFC anunciou na última semana que, ao fim do contrato vigente com a Reebok, que se encerra no início de 2021, a nova fornecedora de material esportivo será a Venum.
Fundada em 2006 na França, a empresa, que desde sua criação foca em vestimentas de esportes de luta, irá vestir os atletas da maior competição de MMA do mundo no ano que vem.
Em entrevista ao ESPN.com.br, Keith Edson, especialista de marketing da Venum, falou sobre a estratégia da empresa que assume no lugar da Reebok.
"Nosso foco nessa parceria será nos colocar como a maior marca de esportes de combate e MMA do mundo, além de se tornar um nome gigante globalmente. Esse acordo representa o próximo grande passo na nossa história", disse Edson.
A Venum atualmente já tem atuação no mercado brasileiro, com produtos vendendo em sua loja virtual. Mas, segundo o especialista de marketing da empresa, a ideia é ampliar isso.
"Nossos primeiros produtos no começo dos anos 2000 foram fabricados no Brasil. O mundo do MMA sempre estará em débito com o Brasil pelo que os pioneiros daí fizeram pelo esporte. O mercado sul-americano está no nosso radar de crescimento e estamos oferecendo formas de oferecer melhores taxas de entrega e pagamentos em moedas locais aos nossos fãs sul-americanos. O Brasil é nossa prioridade na América do Sul", analisou.
Segundo a ESPN dos Estados Unidos, o acordo entre UFC e Venum não é tão duradouro ou lucrativo quanto o da Reebok. Porém, a maioria do dinheiro no contrato vai para os lutadores.
Uma das críticas dos atletas após a entrada da Reebok é que o bônus da empresa não era tão lucrativo quanto os patrocínios que os lutadores poderiam ganhar e que se tornaram proibidos uma vez que a fornecedora norte-americano passou a "vestir" o UFC.
"A Reebok elevou o nível do programa de vestimenta do UFC e fez um bom trabalho nisso. Na Venum, nós produzimos as melhores vestimentas de luta na indústria. Nós trabalhamos com atletas de nível mundial para desenvolver nossos produtos e somos parte do mundo do MMA há 15 anos".
