No próximo sábado (30), Gilbert Durinho enfrenta Tyron Woodley na luta principal do UFC Fight Night que será disputado no APEX Center, em Las Vegas (EUA) e o brasileiro está bastante confiante de que irá "amassar" o adversário.
Em bate papo exclusivo com o ESPN.com.br, Durinho acha que uma grande vitória o daria uma chance de disputar o cinturão contra Usman. O brasileiro, inclusive, nem conta com a possibilidade de não vencer o americano.
"Se não. Quando eu ganhar. Depende de como eu ganhar. Acho que se eu conseguir uma finalização ou nocaute vão me jogar para o cinturão. Mas se eu ganhar e for uma luta meio chata, decisão dividida, uma luta assim, vou ter que fazer mais uma luta", comentou.
"Finalizei, nocauteei ou amassei ele por cinco rounds, eu sou o próximo pelo cinturão, sim. Mas caso seja uma luta mais chata, uma luta mais estudada, eu vou ter que fazer mais uma luta".
Tyron Woodley está com 38 anos e Gilbert acredita que o americano tem mais uma única luta além da deste sábado antes de se aposentar. No entanto, Durinho promete uma vitória que "irá fazer com que ele repense sua carreira".
"Acho que se eu amassar ele do jeito que eu tô pensando, dominar, finalizar ou nocautear, ele vai repensar muito a carreira dele. Ele vai dar essa parada que nem parou depois da luta do Kamaru, ficou um ano parado, repensando, estudando para voltar. Acho que ele já não está com esse apetite de competição que nem eu estou, de lutar jiu-jitsu, de lutar todo mês, de pedir luta. Ele está num ritmo menor. Acho que ele vai repensar e aí não posso dizer se ele vai aposentar ou não, mas vai dar uma pausa na carreira de novo, sim", analisou.
As provocações, porém, não ficam apenas do lado do brasileiro. Em entrevista durante a semana, Woodley garantiu que Durinho "irá se arrepender de ter aceitado a luta" e que está com uma "mentalidade violenta para quebrar seu adversário". Durinho gosta do clima de provocação antes da luta.
"Eu fico amarradão quando ele fala isso. Me dá ainda mais vontade de lutar quando ele fala isso. Porque eu quero ver isso. Tem um camarada meu, um irmão meu, o Vicente Luque, que o bicho vai lutar e ele não fala nada. Ele é gente boa, tranquilo, mas ele entra ali e vai para te matar. A gente tem esse 'estado violento' que ele tá agora, normal, quando a gente vai para a luta", comentou.
"Se eu for lutar com o Damien, que é um samurai de tão calmo ou se eu for lutar contra o Colby (Covington), eu vou querer matar os dois. 'Matar' os dois caras do mesmo jeito. Eu quero nocautear. Não vou ficar com mais raiva porque o cara falou ou porque não falou. Meu objetivo é ir lá e arrebentar o cara."
Durinho, inclusive, vê as falas de Woodley como uma "insegurança" do americano.
"Acho que quando ele fala isso mostra muita insegurança dele. Tipo, eu quero ganhar do cara, independente se ele me chamou para lutar ou não. Fechou a luta, a gente assinou, a gente vai lutar, irmão. E eu estou nesse estado sempre, eu estou lutando para caramba, estou embalado. Mal posso esperar para sábado, para chegar lá e pegar o melhor Tyron Woodley possível, esse cara violento, com raiva, com vontade de competir, que eu vou usar tudo isso contra ele. Fico amarradão, fico feliz quando ele fala isso porque vai dar para usar a estratégia dele contra ele mesmo."
O brasileiro também projeta como vai ser a luta do sábado, dizendo que vai ser uma luta "muito dura e que os dois primeiros rounds irão ditar o ritmo".
"Acho que vai ser uma luta muito dura. O 1º e o 2º round vão ditar como vai ser a luta. Acho que ele vai vir com muita sede ao pote porque na última luta ele meio que não fez muita coisa. Ele se frustrou muito e acho que ele tá trazendo toda essa frustração da última luta para agora e ele vai querer descarregar tudo em cima de mim. Então, o que eu tô pensando de estratégia é ter que usar isso contra ele mesmo. Quando ele vier muito no ímpeto é onde eu vou trabalhar a queda, golpe de encontro, chute, joelho", analisou.
"Mas eu vejo os 2 primeiros rounds muito duros, a gente gastando muita energia para no quarto e quinto round decidir como vai ser a luta. Mas eu vejo uma luta muito dura, mas eu vejo que vai ter de tudo. Vai ter grade, vai ter wrestling, vai ter jiu-jitsu, vai ter trocação. Acredito que tô muito confiante para essa luta. Sei que é uma pedreira, mas estou confiante para a vitória."
Woodley também fez a sua análise durante a semana e disse que a luta irá durar cinco rounds e, por isso, Durinho não irá aguentar e será derrotado. O brasileiro, no entanto, garante estar preparado para ir até o último segundo, mas vê a luta "terminando antes com um nocaute ou finalização".
"Eu estou preparado mentalmente, mais que fisicamente, para essa luta. Meu mental está muito forte para fazer cinco rounds. Fiz cinco rounds bastante na preparação física, que é duríssima, nos sparrings. Eu estou amarradão, mal posso esperar fazer cinco rounds com esse cara, mas eu acho que consigo uma finalização ou nocaute antes dos cinco rounds. Terceiro ou quarto round, por aí", comentou.
"Quero tanto essa resposta quanto ele, quero ver como vou fazer no 4º ou 5º round. Lógico que é algo novo para mim na competição, mas no treino, em tudo, já passei por isso várias vezes. Vou quebrar ele no mental."
Por fim, Durinho também vê uma "troca de guarda" acontecendo no meio-médio, com a nova geração tomando conta do cenário.
"O Kamaru ainda é novo, é da minha idade, tem 33. Tem o (Vicente) Luque que tem 28, tem o Geoff Neal que também é novo. Ai você pega os caras tipo o Demian Maia que deve fazer mais uma ou duas lutas e aposentar. O Tyron Woodley está com 38 e deve fazer mais uma ou duas lutas, ainda mais eu ganhando dele agora, deve fazer mais uma e aposentar. O Robbie Lawler acho que tem mais duas lutas e deve aposentar. O Wonderboy também está com 38, daqui a pouco aposenta. Acho que sim, está numa troca", comentou.
"Nos próximos dois ou três anos essa galera não vai estar competindo e vem uma galera nova que sou eu, o Vicente, o Geoff Neal, a outra galera que vai entrar. O Kamaru não sei até quando ele vai estar competindo, mas acredito que, sim, esse top 5 vai estar todo renovado", finalizou.
