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Técnico que já treinou Anderson Silva e Minotauro é acusado de estupro por duas ex-alunas

Um renomado treinador de boxe e MMA brasileiro está sendo acusado de estupro por duas jovens pugilistas que chegaram a ser consideradas promessas do esporte, de acordo com reportagem exibida no programa "Fantástico", da TV Globo, no último domingo.

De acordo com a reportagem, elas contaram à polícia que também eram agredidas pelo professor, que atende pelo nome de Erivan Ribeiro Conceição.

As vítimas faziam parte de um projeto social e ainda eram menores de idade quando a denúncia foi feita.

Uma das que acusam Erivan, Camila Borges Araújo detalhou ao Fantástico o abuso. "Eu chegava machucada, roxa, dolorida e sempre falava aos meus pais que foi do treino"

"Os estupros, as ameaças, puxava meu cabelo, me xingava", disse em depoimento à Globo, uma das vítimas, que não quis se identificar.

Erivan trabalhava para a Team Nogueira, dos irmãos Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro, lendas do MMA nacional. O lutador e sócio da academia informou que o treinador foi afastado das atividades: "A gente, como instituição, assim que soube, a nossa posição é muito rígida e muito clara de afastar esse professor".

Erivan já treinou Anderson Silva e Júnior Cigano, lendas do MMA e ex-campeões do UFC.

"Ele colocava para fazer abdominal na frente dele de perna aberta. Se eu estivesse com calça, ele falava para eu ir de short. A partir daí, foi o início de uma série de abusos que eu tive. Como se eu não tivesse escolha. Se eu quisesse ir para a seleção, era só aquela forma de eu ir", disse a atleta que não quis se identificar à reportagem.

"Ele me chamou para conversar, pegou no meu braço e tentou me beijar. Eu me afastei, disse 'não', mas fiquei assustada na hora. Não esperava isso dele", explicou Camila, que também relatou ter sido obrigada a fazer sexo com Erivan e sua mulher.

"Sim, foram os dois. Eu estava sozinha, falei: 'Vão me matar'".

Procurada pela Globo, a defesa do treinador informou em nota: "Os fatos narrados na denúncia não são verdadeiros, bem como qualquer insinuação de violência ou constrangimento, pois Erivan não praticou crime algum".