Acostumado a ser notícia por tudo de espetacular que fazia, Anderson Silva esteve nas manchetes nos últimos anos da carreira por motivos diferentes e muito mais desagradáveis. Em pouco menos de quatro anos, acabou protagonizando dois casos de doping diferentes.
Em 2015, alegou ter consumido um estimulante sexual que o acabou prejudicando. Mesmo assim, foi punido por um ano – pena máxima para réu primário.
No caso do fim de 2017, conseguiu provar ter sido prejudicado por um suplemento contaminado – o que o fez fugir da pena máxima, que passaria a ser de dois anos. Ele foi punido com mais um ano de afastamento e finalmente volta a lutar neste final de semana, quando enfrenta Israel Adesanya, na Austrália.
Mas quanto a carreira de Anderson Silva foi, de fato, manchada pelos exames positivos? O brasileiro acha que nem um pouco, principalmente por ter conseguido provar ter sido vítima do suplemento contaminado.
“O que a gente sempre pregou foi a verdade. Quando a verdade aparece à tona, tudo muda”, disse em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br.
Para Anderson, a prova disso tudo está no carinho que ele está recebendo na Austrália, do outro lado do mundo. O brasileiro até se mostrou emocionado ao ser homenageado com um mural no país.
"Isso é fantástico, talvez a melhor coisa que temos nesse esporte. É bom ver tudo que fiz nesses anos e ganhar essa homenagem em um país que não é meu. Obrigado aos fãs que sempre me apoiaram, é uma moral incrível”, diz.
Spider diz que a negatividade com ele acontece apenas com os jornalistas brasileiros.
“A gente só tem negatividade com a mídia brasileira, que infelizmente manda muito mal. Eu moro nos Estados Unidos, então tem coisa não faz muito efeito na minha vida mais”, complementa.
Mudança nas regras
Depois de sofrer duas vezes em julgamentos de doping, Anderson Silva passou a ser uma voz também de protesto nos últimos tempos, de pedidos de regras mais flexíveis ao esporte.
“Têm outros esportes que tem uma tolerância a alguma suplementação e acho que isso deveria acontecer também no MMA. Não é um esporte olímpico. É um pouco rígido. De repente você toma uma aspirina e cai no doping”, diz.
Anderson Silva elege maior brasileiro da história do MMA; e não é ele mesmo!
