André Dida, técnico de Wanderlei Silva, não descarta a possibilidade de enfrentar Popó no boxe após golpear o ex-pugilista durante briga generalizada no evento Spaten Fight Night.
O embate entre Dida e Popó foi proposto primeiramente por Fabrício Werdum, ex-lutador do UFC que também participou da briga generalizada, após este dizer que não faria sentido ele próprio enfrentar o pugilista.
Dida, por sua vez, recebe a proposta de Werdum de braços abertos e, inclusive, acredita que o embate pode representar coisas positivas após a polêmica causada pelo nocaute de Wanderlei. Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, o treinador e ex-atleta falou sobre o confronto.
"Eu gostaria muito de enfrentar um cara com o histórico dele, com a história dele, do jeito certo, para tirar qualquer dúvida, de qualquer um, de qualquer situação. E eu representar a classe das artes marciais, do MMA", diz o técnico de Wanderlei Silva.
"Acho que seria uma coisa muito interessante, muito boa para o esporte, e também seria a famosa 'Luta da Paz', ver o Dida, o próprio Wanderlei no córner, meu mestre Rafael Cordeiro e o Werdum. A nossa galera ali. E, totalmente certo, tudo certo, acabou ali na luvinha, morreu", reforça Dida.
André ainda faz questão de reforçar a importância de representar sua equipe e o MMA como um todo em contraposição à postura apresentada pelo grupo de Popó desde a pesagem, quando a troca de provocações começou.
"O Popó se bota em um patamar de Deus. Eu já passei por isso como atleta: você pegar um cara do outro lado, que todo mundo falou que você ia perder. Eu só falo: não existe Deus na parada, soco na cara é soco na cara. O cara vai cair. A mão encosta, o corpo cai."
"Do nosso lado nunca vai ter invasão, dedo na cara, falar que aquilo não aconteceu e tentar bater nos caras do outro lado. Só vou pedir para o Popó treinar o córner dele para nunca mais fazer isso na vida", explica Dida.
Dida ainda explica que o acontecimento foi uma "lição de vida" para Popó, mas reforça que não guarda mágoas do pugilista. O técnico, inclusive, revela que já houve uma conversa entre os dois por meio das redes sociais.
"Domingo de manhã o popó me mandou uma mensagem e falou: Dida, que briga, que m**rda, você me deu um soco. Daí eu falei: Popó, eu nem vi que era você, só saí atacando quem estava na minha frente, senão seria o próximo atacado, porque ali estava rolando uma briga e vocês começaram. E o Popó falou: não, foram vocês. Ai eu falei: foram vocês, Popó, se não eu não teria atacado", explica Dida.
"Até então na cabeça dele, acho que ele não tinha visto todos os vídeos, então ele não tinha muita informação, mas a gente que fez a parada. E eu falei, teu time apagou sua vitória...os caras roubaram a cena do evento, fizeram time do popó ser o vilão da luta", finaliza.
Apesar de apontar Popó e sua equipe como os vilões da história, e pedir um treinamento de córners em um possível reencontro, Dida ainda reforça que seria uma honra fazer parte da "Luta da Paz" ao lado do pugilista.
André também é direto ao dizer que já não tem mais desentendimentos com Popó e que, da parte dele, não há mais nada a ser resolvido, algo que não afeta a relação do pugilista com Wanderlei, como ele aponta.
"Foi uma cena triste para todos nós. Mas, ao mesmo tempo, foi um sentimento triste e um sentimento de alegria. Alegria no sentido de: a gente defendeu os nossos. Mas, cara, que triste que rolou isso, partiu dos caras. A galera vai ficar sempre do nosso lado, sempre do lado do Team Wand", diz Dida em mensagem para Popó.
"O que eu tenho para falar para o Popó é que foi uma fatalidade tudo isso que rolou, mas que a gente pode fazer essa Luta da Paz algum dia para mostrar para todo mundo que foi só um episódio ruim, mas que pode se tornar uma coisa boa", finaliza o técnico.
