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Rodrigo, do Valencia, já ficou por detalhes de Real Madrid, Barcelona e Atlético; veja o que deu errado

Nesta terça-feira, o Valencia recebe a Atalanta, às 17h (de Brasília), pela volta das oitavas da Champions League.

Como perdeu por 4 a 1 na ida, o time espanhol precisará de uma verdadeira "chuva de gols" se quiser derrubar os italianos e seguir vivo no torneio da Uefa.

E para conseguir isso, os valencianos dependem mais do que nunca de seu implacável artilheiro: Rodrigo Moreno.

Nascido no Rio de Janeiro, o matador iniciou sua carreira na base do Flamengo, mas mudou-se ainda jovem para a Espanha - por conta disso, tem também nacionalidade espanhola.

Ele foi para a Europa ao lado do pai, o ex-lateral-esquerdo Adalberto, que fez carreira no Fla, mas foi morar no país ibérico para cuidar de uma escolinha de futebol ao lado do também ex-jogador Mazinho.

Por conta disso, Rodrigo seguiu sua carreira na base na Espanha, passando por Nigrán, Celta de Vigo e Real Madrid até ser profissionalizado pelo Real Madrid C, em 2009.

O centroavante nunca chegou a jogar pelo time A do Real, mas arrasou pelo Real Madrid Castilla (a equipe B) e chamou a atenção do Benfica, que o levou em 2010.

Em Portugal, Rodrigo teve três temporadas fantásticas, o que motivou o Valencia a contratá-lo na temporada 2014/15, por empréstimo, e depois em definitivo em 2015/16, por 30 milhões de euros (R$ 162 milhões, na cotação atual).

Hoje, o hispano-brasileiro é ídolo da torcida e goleador implacável dos Ches, sendo, ano após ano, um dos grandes destaques de LaLiga.

Além disso, é também jogador da seleção espanhola, tendo disputado Copa do Mundo e Eurocopa com La Roja.

E, não à toa, toda vez que um dos gigantes do país precisa de reforços para o ataque, o nome de Rodrigo é o primeiro a aparecer nas manchetes.

Nas últimas janelas, negociações fortes ocorreram, e o matador esteve próximo de assinar com Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madrid.

Por diversos motivos, porém, essas negociações naufragaram...

Em entrevista à ESPN, Adalberto, o pai do atleta, abriu o jogo e revelou o que ocorreu em cada uma delas.

REAL MADRID

Em julho de 2018, o técnico Julen Lopetegui assumiu o Real Madrid e pediu reforço para o ataque: Rodrigo, jogador que havia comandado na seleção espanhola e de quem era grande fã.

À época, porém, o Valencia fez jogo muito duro, já que o atleta possuía contrato até 2022. Por conta disso, os Ches tentaram arrancar o máximo que puderam dos cofres de Florentino Pérez.

"Logo depois da Copa, o Lopetegui pediu ao Real Madrid a contratação do Rodrigo. Os times conversaram, mas houve um impasse nos valores finais, porque o Valencia bateu o pé e disse que só liberaria pelo valor total da cláusula de rescisão", contou Adalberto.

"E essa multa era alta... 120 milhões de euros (R$ 647,68 milhões, na cotação atual)!", destacou.

A diretoria merengue, porém, não quis torrar tanto dinheiro em um só jogador, e acabou preferindo gastar na aquisição de vários atletas de uma vez, como Vinicius Jr., Mariano Díaz, Álvaro Odriozola e Thibaut Courtois, entre outros.

Rodrigo, por sua vez, permaneceu no Valencia, anotando 15 gols em 51 partidas.

ATLÉTICO DE MADRID

Na janela antes do início da temporada 2019/20, foi o Atlético de Madrid quem foi com tudo para cima de Rodrigo.

Adalberto relata, porém, que a negociação dependia de uma série de fatores, que acabaram não acontecendo.

"Ele estava quase certo com o Atlético de Madrid. Quase... Mas tinha o problema do fair play financeiro", relatou o pai do atleta.

"Eu te explico: a ideia do Atlético era vender o (atacante Ángel) Correa ao Milan, que aí venderia o André Silva. Era um efeito dominó", revelou.

"O plano do Milan era vender o André Silva e contratar o Correa. Com o dinheiro do Correa, o Atlético contraria o Rodrigo", completou.

Só que o Milan não conseguiu "empurrar" André Silva para ninguém pelo valor que queria. A única negociação que acabou saindo foi um empréstimo para o Eintracht Frankfurt, da Alemanha.

Desta forma, os rubro-negros não levantaram os recursos para ter Correa. Por consequência, o Atleti não vendeu o argentino.

"E o Rodrigo, mais uma vez, ficou no Valencia", explicou Adalberto.

BARCELONA

Em janeiro deste ano, o atacante Luis Suárez, do Barcelona, se lesionou e teve que operar o joelho.

Imediatamente, o Barça sondou o mercado e foi com tudo para cima de Rodrigo, como revela Adaberto.

"Em função da lesão do Suárez, houve, sim, a possibilidade do Rodrigo ir para o Barça. Mas acabou não indo por causa do fair play financeiro. Tanto é que o Barcelona não contratou ninguém por alto preço na janela de inverno", ressaltou.

O pai do centroavante contou até os detalhes das conversas.

"Acontece que o Barça não tinha espaço financeiro para gastar mais dinheiro. Então, eles queriam fazer o negócio em duas vezes: um pagamento agora, um na próxima temporada. O Valencia, por sua vez, não quis isso. Eles queriam o valor integral, para assim já poder comprar alguém de imediato para o lugar dele", relatou.

"Fora que a janela de inverno é muito curta. Não houve tempo hábil para fazer uma coisa organizada", complementou.

Rodrigo, então, mais uma vez seguiu no Valencia.

"O Valencia é uma excelente opção pra ele, que está consolidado e as pessoas o respeitam. Ele está contente no Valencia e mostra que o trabalho dele está sendo observado. Agora é dar sequência na temporada para ser chamado para a Eurocopa".

Impossível prever, porém, o que acontecerá na próxima janela de transferências...