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"Eu sempre tive vontade de ser capitão", afirma Duster sobre futuro da carreira

Duster, da paiN, na fase de grupos do Dota Summit 9. Todd Gutierrez/Beyond the Summit

O tempo de Heitor “Duster” Pereira na paiN Gaming está bem próximo do fim. O jovem de apenas 18 anos foi suporte 5 da última escalação oficial da equipe, mas acabou sendo substituído por Rasmus “Misery” Filipsen na nova formação dos jogadores.

Assim, durante as negociações da paiN com os integrantes do time, Duster foi liberado para jogar as qualificatórias abertas do major com outra equipe.

Ao lado de novos talentos do Dota 2 sul-americano, Duster já comentou em seu Twitter que pretende ser um capitão para ajudar “a dar disband” na velha guarda - e os planos parecem estar indo bem. A equipe do jogador conseguiu se classificar na primeira qualificatória para o major e agora enfrentará grandes nomes como paiN e Infamous na disputa por uma vaga no torneio presencial.

Na escalação de Duster, que está atualmente jogando como “Astini777” e busca por uma organização, estão o argentino Teckla8 e os brasileiros Murdoc, Dashka e Hyko. Segundo o suporte, o time foi montado com “jogadores que tivessem o fogo e a vontade de ganhar, porque eu sinto que perdi um pouco disso na paiN por ser muito confortável”.

“Nunca joguei com eles, mas sempre acompanhei o Murdoc, o Hyko e o Dashka. Via muito potencial neles e ninguém dava uma chance”, afirma Duster ao ESPN Esports Brasil.

Comentando sobre os companheiros, Duster explica que “Murdoc tem o potencial para ser um dos melhores, porque não mostra medo em frente aos jogadores conhecidos e isso se espalha pro time. O Hyko tem um estilo muito diferente dos suportes 4 normais, e isso torna ele especial e essencial pro time, além de ter uma mentalidade positiva insana. Já o Dashka é uma pessoa muito esforçada com a mentalidade certa para estar entre os melhores”.

Sobre o trabalho de capitão, Duster confessa: “Sempre tive vontade de ser capitão, então a temporada inteira eu usei como aprendizado de vários capitães que conheci pra pegar um pouco de cada e ser o melhor que eu conseguir”.

O suporte acredita que um capitão “tem que saber abusar das forças de cada jogador e compensar suas fraquezas”, além de ser um líder fora do jogo “dando rumo para os jogadores melhorarem e ser um exemplo de mentalidade e cabeça”.

Apesar da ambição para o futuro, Duster demonstra calma para a jornada. De acordo com o jogador, a nova equipe está focada apenas em “mostrar resultado para provar nosso valor e assim defender uma organização que tiver interesse”. “A temporada acabou de começar, então não temos pressa”, finalizou.

A equipe de Duster enfrenta outras sete na disputa por duas vagas no Major de Kuala Lumpur entre 16 e 18 de setembro. O major, o primeiro da nova temporada do Dota Pro Circuit, será disputado de 9 a 18 de novembro na Malásia e terá uma premiação de US$ 1 milhão, além de distribuir 15 mil pontos entre os competidores.