Em 2008, pouco antes do Fluminense ir para a final da Libertadores, time que comandava na época, Renato Gaúcho soltou uma frase, após uma derrota para o Flamengo no início do Brasileiro daquele ano, que entrou para o vasto folclore da sua carreira.
“O Brasileiro está no início e quem está na frente não vai ganhar todas. Estou a cinco metros da Libertadores do ano que vem, enquanto os demais estão a cinco mil metros. Então, para que vou correr cinco mil metros? Deixa o Fluminense vencer a Libertadores que, depois, vamos brincar no Brasileiro” disse Renato.
O tricolor acabou perdendo a final da Libertadores, e o tal Brasileiro de ‘brincadeira” de Renato não aconteceu.
Agora, 18 anos depois, Renato resolveu ele mesmo ‘brincar’ de ser treinador no Vasco.
Primeiro, decidiu assistir da sala de casa um jogo do Vasco pela Sul-Americana. Competição que vale vaga na Libertadores e um bom dinheiro para um clube quebrado como o seu.
Agora, fez muito pior.
Após a humilhante derrota em casa para o Bragantino, por 3 a 0, Renato não apareceu para falar e justificar a derrota na entrevista coletiva.
Um cartola e o capitão do Vasco foram escalados para tentar explicar o que Renato deveria explicar.
Só uma justificativa de saúde serve para tirar um treinador de uma entrevista coletiva pós jogo.
A ausência de Renato é pura covardia e falta de respeito, principalmente com os milhões de vascaínos que queriam ouvir as explicações do treinador.
Já escrevi várias vezes que Renato é um treinador muito acima da média no Brasil.
Mas precisa parar de “brincar” na profissão. Ele ganha muito dinheiro para ter um comportamento tão varzeano.
Se não suporta a pressão, melhor ‘não descer para o play”.
