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Pedrinho explica ação na Justiça, diz próximos passos da SAF do Vasco e revela 'plano B' em caso de ruptura com a 777

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Coutinho no Vasco? Pedrinho fala sobre negociações e é direto; VEJA (1:21)

Presidente do Vasco concedeu entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (16) (1:21)

A quinta-feira (16) amanheceu quente nos bastidores do Vasco após a Justiça conceder uma liminar por uma ação movida pelo associativo do clube contra a 777 Partners, empresa que até então detinha 70% das ações da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Cruzmaltino. E na Sala dos Beneméritos de São Januário, o presidente Pedrinho concedeu uma entrevista para explicar a situação e os próximos passos.

Em uma longa coletiva, o ex-jogador e mandatário do clube carioca explicou o motivo de ter movido a ação, acatada na 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Rio de Janeiro pelo juiz Paulo Assed Estefan, e deixou claro que, por ora, nada mudará no que diz respeito ao planejamento da Vasco SAF.

"Muitas perguntas são feitas sobre o futebol. O futebol não volta pro associativo. Não vai voltar. Permanece e permanecerá com o Vasco SAF. É definitivo. Não tem a menor hipótese de acontecer. A SAF continuará para sempre. O planejamento esportivo e financeiro do futebol continua com a SAF", começou por dizer.

"Seria muito cômodo para mim, presidente do associativo, com todos sabendo as restrições do contrato, nunca deixei de sinalizar para o torcedor o que estava acontecendo. Seria fácil lavar as mãos, esperar o caos acontecer e falar 'eu avisei'. O mais difícil para mim é ter que ter entrado com a ação. Quero ser direto com o torcedor: tem que ter muita coragem para fazer o que fizemos. Isso é em respeito à instituição. Não entramos com interesse em briga com nosso sócio. Fizemos a promessa de fiscalizar e cobrar. Quando viro chacota, machuca. Entrei para pagar o preço que muitos não querem pagar. A ação é de proteção para a Vasco SAF, para não acontecer como aconteceu com o clube belga. A ação é para proteger as ações da Vasco SAF, para que não tivesse nenhum bloqueio e o Vasco fosse prejudicado financeiramente e entrasse em colapso. Sou vascaíno antes de ser presidente. As ações são de proteção ao torcedor. Sei o preço que estou pagando e vou pagar", prosseguiu.

"Em nenhum momento a ação tem ou teve qualquer intuito esportivo. É jurídica. Quero deixar claro e ser repetitivo de que o sentimento de amor que tenho pelo Vasco e as injustiças que estão sendo comentadas a mim... as pessoas vão se arrepender. As pessoas só acreditaram quando informações foram dadas por veículos americanos. Nunca tive problema nenhum com a sociedade em si. Meu problema nunca foi e nunca será com a SAF. A SAF permanecerá. Meu problema era cumprimento de contrato, era legitimidade financeira. Diversas vezes pedimos garantias financeiras para que não chegasse nesse nível. Deixo claro ao torcedor: minha intenção sempre vai ser de fazer o melhor para o Vasco. Não pense que estou feliz de entrar com ação. A culpa não é minha de entrar. Fiz isso por vocês e vou pagar o preço até o fim. Fiz por vocês, com a melhor das intenções, para o Vasco SAF não quebrar".

Pedrinho também fez questão de deixar claro que o pagamento dos salários, e até mesmo a negociação pela contratação do novo técnico, não serão afetados com esta ação que, vale lembrar, ainda cabe recurso na Justiça.

O mandatário ainda revelou ter um "plano B" caso a 777 opte pela ruptura com a Vasco SAF e abra mão de suas ações. No momento, com a limitar, os norte-americanos passaram a deter 31%, enquanto a associação 69%, conforme trouxe a ESPN.

"Vamos ter de ter ciência do que tem no caixa. Nada seria aportado agora. Precisamos entender qual é a realidade. Vamos ter conhecimento agora. Nada foi interrompido. Os salários, dentro do que a gente imagina, vão ser honrados. Caso não aconteça, pode ter certeza que o salário vai estar em dia", disse.

"Nós imaginamos, dentro caixa do Vasco SAF, é que tem receita para giro. E meu comprometimento é que, se não tiver receita para giro, eu honro com os compromissos dos salários em dia e com as despesas mensais", continuou.

"A ideia é que a gente nunca tivesse qualquer ruptura. Quando as pessoas debochavam de que eu cuidaria da piscina, como se isso fosse demérito, para mim, se tiver empresa que cumpra o contrato, eu estaria na melhor posição que poderia estar. Perder o carinho do torcedor foi o que mais pesou no meu passo ao virar presidente. Se tenho empresa que cumpra as expectativas contratuais, o cenário para mim era excelente, porque, se Deus quiser, vou entregar o estádio, seja na minha gestão ou não, mas vai estar praticamente definido o estádio. Estamos tirando as certidões negativas e o associativo vai conseguir voar financeiramente. A minha situação seria confortável. Eu não precisaria do resultado do time, porque não tinha gerência sobre nada. Minhas funções dependiam do meu comportamento como gestor. Isso foi dito para eles, que estavam fazendo eu sair do meu celular. Não quero o futebol. O futebol continua com a SAF. Vamos esperar o que vai acontecer da liminar. Vou estar como estou desde o primeiro dia: disposto a colaborar e contribuir da forma que o Vasco precisar em todas as áreas", declarou, antes de concluir.

"Vou respeitar o sócio. Caso haja ruptura, a gente tem (um plano B)".

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