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Vasco entra na Justiça contra a 777 e pede afastamento de executivos da empresa na SAF

Josh Wander e Steve Pasko, executivos da 777 Partners, em visita ao CT Moacyr Barbosa, do Vasco, no Rio de Janeiro Rafael Ribeiro/ C.R. Vasco da Gama

O Vasco associação, presidido pelo ex-jogador Pedrinho, entrou na Justiça contra a 777 Partners, empresa norte-americana dona de 70% das ações da SAF (Sociedade Anônima do Vasco). A notícia inicial da ação cautelar foi publicada pelo site GE, e a ESPN teve acesso a termos e a mais detalhes da mesma, que corre em segredo na 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Rio de Janeiro.

A ação tem o mesmo efeito das três notificações que o Vasco associativo fez nas últimas semanas. Um dos intuitos é buscar esclarecimentos sobre a situação real da 777 e entender o que a Justiça pensa sobre isso, a partir dos esclarecimentos da empresa norte-americana.

A mesma ainda pede o afastamento dos executivos Josh Wander e Steve Pasko do conselho de administração da Vasco SAF. Eles já foram afastados do conselho de futebol da 777. Logo, Vasco não vê sentido em tê-los ali.

Segundo ainda apurou a reportagem, a associação não quer o controle do futebol de volta, mas, sim, resguardar o Vasco, que se sentiu vulnerável a partir do momento que se viu apresentado como garantia em outras transações da 777 pelo mundo - e que hoje são dadas como mal sucedidas, a exemplo do Hertha Berlin, da Alemanha, e Standard Liège, da Bélgica.

A ação movida na Justiça não é contra a SAF cruzmaltina, mas sim uma forma de cobrar a própria dona da mesma. O objetivo é garantir que as ações da Vasco SAF não sejam penhoradas ou em caso de falência ou insolvência da 777, a fim de que as possíveis consequências por má gestão no exterior não atinjam diretamente a SAF do clube.

A gestão liderada por Pedrinho não deseja retomar o controle do futebol, mas através na ação vê uma forma de pressionar a 777 nesta "guerra fria" entre o associativo e a empresa, já que não existe um diálogo entre as partes.

Nas últimas semanas, uma reportagem do jornal Bloomberg revelou que a 777 está sendo processada nos Estados Unidos após ser acusada de fraude pela empresa Leandenhall por pegar empréstimo de 350 milhões de dólares (R$ 1,7 bilhão, nas cifras atuais) e dar como garantia fundos que não lhe pertencem ou nem mesmo existem.

Foi por conta deste processo que corre na Justiça americana, inclusive, que Wander e Pasko foram afastados do conselho de futebol da 777.

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