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Payet se declara ao Vasco e diz como clube o ajudou a se levantar após 'divórcio': 'Estaria morrendo lentamente'

Dimitry Payet, meio-campo do Vasco Thiago Ribeiro/Agif/Gazeta Press

Dimitri Payet está em casa no Brasil. No entanto, nem sempre foi assim. A chegada no Vasco aconteceu após uma separação dolorosa com o Olympique de Marselha e sem a certeza de que conseguiria voltar a desempenhar dentro dos gramados o futebol que o fez chegar à seleção da França.

Em entrevista ao jornal francês L'Équipe, o meia, que está há pouco mais de seis meses vestindo a camisa cruzmaltina, abriu o coração e se declarou à torcida do clube carioca. Para ele, tanto o Gigante da Colina quanto os apaixonados pela equipe o ajudaram a sair do fundo do poço.

"O divórcio (com o OM) não foi digerido. Honestamente, a ferida nunca vai sarar. A separação foi brutal e muito difícil para mim. Depois, você tem que conviver com isso. Quando cheguei (no Brasil), eu estava no chão. Foi difícil. Na minha cabeça, eu não via onde poderia me recuperar. Obrigado ao Vasco e à torcida que me ajudou a levantar. Foi o amor deles que me salvou. Sem o Vasco, eu estaria morrendo lentamente", disse.

O Olympique de Marselha, ao final da última temporada europeia, resolveu não renovar com Payet. A diretoria ofereceu um cargo fora das quatro linhas para o ídolo do clube. No entanto, o meia chegou a pensar na aposentadoria, mas decidiu que ainda não era o momento para pendurar as chuteiras.

"Sim, pensei em encerrar minha carreira. Porque eu não via onde poderia ir. Na Ligue 1? Impossível! Não queria ir para um clube sem pressão ou sem ambição. Eu queria um clube quente, onde as pessoas me odiassem se eu não fosse bom. Então, para mim, acabou. Eu me vi preso", completou.

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