O amistoso deste domingo (31) entre Brasil e Panamá marca a despedida da Seleção antes do embarque para a Copa do Mundo, no dia seguinte, em voo fretado do Rio de Janeiro direto para Nova Jersey. A ideia, claro, é dizer adeus à torcida com boa atuação e festa, embora o plano não tenha dado tão certo no passado.
Há quase 30 anos, a CBF também enxergou o Maior do Mundo como palco para uma despedida perfeita da Seleção Brasileira. Grande favorita ao título da Copa de 1998, a equipe dirigida por Zagallo e estrelada por ninguém menos que Ronaldo e Romário no ataque enfrentou a Argentina, em um amistoso marcado para uma semana antes da convocação final.
O Brasil levou justamente o que tinha de melhor para o confronto com a maior rival. Naquela noite de 29 de abril, Zagallo escalou: Taffarel; Cafu, Júnior Baiano, Aldair e Roberto Carlos; Zé Elias, César Sampaio, Raí e Denílson; Ronaldo e Romário.
Dirigida por Daniel Passarella, a Argentina também não deixou por menos e escalou praticamente todas as suas estrelas. Foram a campo: Burgos; Vivas, Ayala e Sensini; Zanetti, Almeyda, Verón, Simeone e Ortega; Claudio Lopez e Batistuta.
O Maracanã pulsava naquela noite, com exatos 99.697 pagantes, mas a tão sonhada festa terminou em grande frustração para o Brasil. A Seleção teve uma atuação apática, praticamente sem ameaçar o gol argentino, e perdeu por 1 a 0, em jogada individual de Cláudio López que Taffarel, hoje treinador de goleiros da CBF, não conseguiu defender.
"Não vou julgar ninguém agora, só no dia 5, na convocação", prometeu Zagallo, ao sair irritado do Maracanã e debaixo de vaias e protestos dos torcedores cariocas. O técnico, porém, não levou nenhuma das experiências que fez para a Copa.
Zé Elias, hoje comentarista da ESPN, ganhou chance no meio-campo no lugar do capitão Dunga, enquanto Raí foi chamado pela primeira vez desde a Copa de 1994 para atuar em uma vaga aberta na Seleção. Zagallo queria um meia-atacante para o lugar de Juninho Paulista, machucado.
Nenhum deles foi convocado para a Copa. Zé Elias deu lugar a Doriva e Raí, que a torcida no Maracanã exigiu em coro que saísse do amistoso, acabou substituído por Giovanni na lista final. Desta vez, Ancelotti só poderá mexer na equipe em caso de lesão, pois todos os jogadores à disposição para enfrentar o Panamá são os que viajarão para os Estados Unidos.
