Kylian Mbappé viverá nesta quinta-feira (26) uma experiência que quase todos os craques produzidos pela França tiveram em algum momento do passado: o de enfrentar o Brasil. As duas seleções medem forças às 17h (de Brasília), no Gillette Stadium, em Boston, em amistoso preparatório para a Copa do Mundo.
Apenas um adolescente no último confronto entre os países, em 2015, o astro do Real Madrid terá a chance de escrever a própria história e repetir o sucesso que alguns de seus ídolos tiveram contra a camisa mais pesada do universo de seleções. O principal deles, por sinal, pode até ser o futuro chefe de Kylian.
É impossível falar de Brasil x França sem citar Zinedine Zidane - que ao que tudo indica herdará o cargo de Didier Deschamps após o Mundial de 2026. Da estreia com empate por 1 a 1 em um torneio amistoso em 1997, o astro virou um carrasco da seleção canarinho em duas Copas.
Primeiro em 1998, quando estragou o sonho do penta ao marcar duas vezes no triunfo por 3 a 0, na final disputada em Saint-Denis. Oito anos depois, acabou com a possibilidade do hexa em uma das atuações individuais mais fantásticas da história das Copas. Entre dribles, plasticidade e categoria, deu a assistência para Thierry Henry decretar o gol da eliminação brasileira nas quartas de final de 2006, na Alemanha.
Henry, por sinal, faz companhia a Zizou entre os craques franceses que jamais perderam para o Brasil. Fora o derradeiro jogo de 2006, os dois marcaram presença em um empate sem gols dois anos antes, em Paris, em comemoração ao aniversário de 100 anos da Fifa.
Antes deles, outra lenda do país marcou época contra o Brasil: Michel Platini. O dono da camisa 10 francesa nas décadas de 1970 e 1980 venceu um a seleção verde e amarela uma vez, por 1 a 0, em 1978, e arrancou dois empates. O último deles foi nas quartas da Copa de 1986, quando Le Roi liderou os europeus no tempo normal, prorrogação e pênaltis, no último ato da geração de Zico, Falcão e Sócrates.
Mas Mbappé não tem só exemplos positivos. Artilheiro da Copa de 1958 com incríveis 13 gols, Just Fontaine sucumbiu ao Brasil de Pelé e Garrincha na semifinal do torneio, quando até marcou uma vez, mas viu o Rei deixar três e comandar a classificação sul-americana com goleada por 5 a 2.
David Ginola enfrentou o Brasil somente uma vez e perdeu, em 1992. Já Karim Benzema teve três embates contra a seleção brasileira: decidiu a vitória por 1 a 0 em 2011, em um amistoso que ficou marcado pela expulsão de Hernanes, e perdeu outras duas vezes, por 3 a 0, em 2013, e por último 3 a 1, no último embate entre os países.
