Radar da seleção para a Copa: Martinelli artilheiro, Raphinha campeão e 'volta' de Endrick

Carlo Ancelotti certamente abriu sorrisos ao acompanhar o desempenho dos selecionáveis brasileiros para a Copa do Mundo de 2026. A pouco mais de quatro meses de anunciar a lista final de convocados, o técnico tem motivos de sobra para ficar feliz com o que viu neste fim de semana.

De olho no Mundial de 2026, o ESPN.com.br monitora os brasileiros selecionáveis por Ancelotti e publica semanalmente um conteúdo sobre quem aparece em destaque e os que mostram-se mais abaixo na luta por um lugar na convocação final.

Na semana dois, houve muito mais boas notícias do que más. Raphinha, por exemplo, decidiu a final da Supercopa da Espanha e abocanhou mais um título com o Barcelona sobre o Real Madrid. Quem também foi campeão foi Ederson, hoje no Fenerbahçe, da Turquia.

Gabriel Martinelli e Endrick também fizeram a diferença. Enquanto o camisa 11 fez o primeiro hat-trick da carreira no Arsenal, o segundo estreou com chave de ouro no Lyon, onde tentará recuperar o espaço perdido nos últimos meses.

É claro que nem tudo são flores também. Nomes importantes da seleção, sobretudo os que jogam na Inglaterra, amargaram decepções ao participarem das quedas de seus respectivos times na FA Cup, o torneio mais antigo do mundo.

EM ALTA

Raphinha (A, Barcelona)

Se alguns podem dizer que o camisa 11 ainda não atingiu o nível da temporada passada, quando foi postulante ao prêmio de melhor jogador do mundo, também é verdade que Raphinha sempre aparece em jogo grande. A final da Supercopa da Espanha é um exemplo claro. O brasileiro abriu o placar e depois fez o gol do título, na vitória do Barcelona sobre o Real Madrid por 3 a 2.

Martinelli (A, Arsenal)

Líder da Premier League e também da Champions League, o Arsenal estreou em grande estilo na Copa da Inglaterra graças ao oportunismo de seu camisa 11. Em meio a um time mesclado com reservas, Martinelli não se omitiu: quando o jogo contra o Portsmouth estava 1 a 1, o brasileiro anotou três gols, bem ao estilo de centroavante, para carimbar a classificação dos Gunners à próxima fase.

Endrick (A, Lyon)

O camisa 9 perdeu o espaço que gostaria de ter no Real Madrid. Mas, a seis meses da Copa, decidiu não aceitar a reserva e foi em busca de oportunidade em outro país. Chegou ao Lyon com pompa de grande reforço e, logo na estreia, marcou o gol da classificação contra o Lille, fora de casa, pela segunda rodada da Copa da França. Endrick nunca foi chamado por Ancelotti, que o conhece desde os tempos de Santiago Bernabéu, mas mostrou que, se aparecer qualquer brecha no ataque da seleção, ele está disposto a ocupá-la.

Ederson (G, Fenerbahçe)

Saiu do Manchester City após uma longa novela e trocou os holofotes da Premier League pela chance de ser titular absoluto do Fenerbahçe. Neste domingo (11), foi agraciado com o primeiro título, com vitória por 2 a 0 sobre o Galatasaray, pela final da Supercopa da Turquia. O brasileiro apareceu com seguras defesas e demonstrou que, mesmo longe das chamadas grandes ligas da Europa, merece um olhar de Ancelotti para ir à terceira Copa da carreira.

Joelinton (V, Newcastle)

Foi poupado por Eddie Howe até os 70 minutos do tempo normal contra o Bournemouth, em jogo que valia classificação à próxima fase da Copa da Inglaterra. Quando entrou, ajudou a dar mais intensidade e dinâmica ao meio-campo da equipe e, para completar, converteu um dos pênaltis que garantiram a vitória por 7 a 6 e a vaga no torneio. Está na briga por uma vaga no meio-campo de Ancelotti.

EM BAIXA

Evanilson (A, Bournemouth)

Esquecido da seleção desde os tempos de Dorival Júnior, o camisa 9 do Bournemouth teve uma tarde difícil em Newcastle. Embora tenha participado de um dos gols no empate por 3 a 3, ele desperdiçou duas boas chances de marcar, de frente para o goleiro Ramsdale, e também errou um dos pênaltis, num lance que ajudou a eliminar seu time da Copa da Inglaterra. A concorrência pela camisa 9 é das mais difíceis, então vai ficando pelo caminho.

Richarlison (A, Tottenham)

Para muitos o nome mais questionável das convocações de Ancelotti, pelo que deixou de entregar desde a Copa de 2022, o Pombo não vive um começo bom de ano. No sábado, foi obrigado a deixar o campo machucado ainda no primeiro tempo e contribuiu pouco para o Tottenham, que amargou a desclassificação na Copa da Inglaterra para o Aston Villa, em Londres.

Igor Jesus (A, Nottingham Forest)

O ex-artilheiro do Botafogo bem que tentou evitar um vexame de sua equipe, que joga a Premier League, contra o Wrexham, equipe de Ryan Reynolds que está na segunda divisão. Igor marcou um gol no tempo normal e ajudou a colocar seu time de volta ao confronto. Mas, após o empate por 3 a 3, ele desperdiçou um pênalti e saiu como vilão na derrota por 4 a 3.

Matheus Cunha (A, Manchester United)

Já caiu nas graças do técnico da seleção, ainda que a fase do seu clube não contribua. Atuou os 90 minutos na derrota do Manchester United para o Brighton, que pela primeira vez foi eliminado pelo modesto clube em um torneio de mata-mata na Inglaterra. Cunha mostrou o esforço de sempre, mas não conseguiu ter a qualidade necessária para fazer diferença e ajudar numa classificação.

Carlos Augusto (L, Inter de Milão)

Em uma posição ainda aberta não só na convocação, como também no time titular, Carlos Augusto sofre com a falta de sequência para se firmar. Começou jogando em apenas três dos últimos nove jogos da Inter de Milão na temporada e só contribuiu com uma assistência em 24 partidas até aqui. Caso não recupere a posição na equipe, dificilmente vai ameaçar a concorrência na seleção ou pedir passagem para os amistosos de março.