Mesmo quase um ano depois, a eliminação da seleção brasileira para a Croácia, nas quartas de final da Copa do Mundo do Qatar, ainda atormenta os jogadores que estiveram no Mundial de 2022.
Um dos convocados pelo técnico Tite para a competição, Casemiro admitiu que a queda nos pênaltis, após empate em 1 a 1 na prorrogação, ainda segue como uma lembrança ruim.
“Machucou bastante, mais do que a anterior”, disse Casemiro em entrevista à revista Placar.
“Vou ser bem sincero, foram as duas derrotas em que eu chorei na minha vida, contra Bélgica e Croácia. Odeio chorar, até pelo meu estilo de xerifão, no hotel eu tentei manter a postura com os meus filhos, mas no quarto eu chorei como uma criança”.
Após o empate em 0 a 0 no tempo normal com atuação histórica do goleiro Dominik Livaković, o Brasil chegou a ficar em vantagem com Neymar, já na prorrogação, mas cedeu o empate a quatro minutos para o fim do tempo extra, levando a disputa para as penalidades.
“Não diria que foi erro de alguém, são coisas que infelizmente não estão ao nosso alcance. O cara chuta, a bola bate no Marquinhos, o Alisson meio que escorrega no lance. Era para ser”, afirmou o meio-campista, garantindo que a estratégia brasileira não era segurar o resultado após sair na frente na prorrogação.
“O plano não era recuar. Como que vai recuar num lance lá no escanteio deles? Agora é bonito falar, vamos voltar todo mundo. Aconteceu. O Brasil teve chances para matar o jogo, aconteceu uma série de coisas”.
Questionado sobre o decorrer do lance que resultou no gol croata, Casemiro negou que tenha pensado em uma possível suspensão para evitar parar a jogada. O volante estava pendurado, e poderia ser expulso de campo se tivesse feito uma falta em Modric, seu antigo companheiro de Real Madrid.
“Não, nem pensei, esse não é meu estilo. Se fosse para dar uma voadora no Luka Modric, eu daria, mas eu toquei, eu roubei a bola…aconteceu, infelizmente. Era para ser assim. Claro que dói. Eu estava no campo, sou brasileiro, quero entrar na história. Dói para a torcida, para os 200 milhões de torcedores, mas dói mais ainda em mim, eu que estava lá dentro. Eu não faria nada diferente, aconteceu”.
Sobre a partida entre França e Argentina, que terminou com o título dos Hermanos no Qatar, Casemiro revelou à revista Placar que não estava na audiência daquele jogo, considerado por muitos como a maior final da história das Copas.
“Nem assisti. Depois que perdemos, sendo bem honesto, acho que fiquei um mês sem ver futebol, sem ligar a televisão. Machucou bastante. Eu evitava de falar de futebol, era até difícil porque eu tinha que jogar, mas não falava de Copa do Mundo”.
