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Lugano vê Diniz oposto a Ancelotti e diz que escolha para seleção brasileira 'não tem chance de dar certo'

Fernando Diniz é o novo técnico interino da seleção brasileira. O treinador ocupará o cargo até junho de 2024, antes da chegada de Carlo Ancelotti, enquanto seguirá seu trabalho no Fluminense. A decisão tem gerado algumas críticas.

Durante o Resenha da Rodada desta segunda-feira (10), Diego Lugano apontou alguns motivos para não acreditar que a decisão da CBF seja a correta.

“É estranho, esquisito. Quando criança, Cesar Luis Menotti falava: o dia que o Brasil se organizar, todos nós competimos pela segunda posição. O Brasil se organizou com Tite, foi exemplar, teve pequenos erros na Copa do Mundo que custaram caríssimo. Agora, essas escolhas", disse.

"Primeiro de esperar um ano por um treinador, é algo insólito do futebol, depois, coloca um auxiliar que é de um time do Brasil... qual é a chance de dar certo? Dar certo é ganhar todo jogo? E se Diniz ganhar todos, como chega Ancelotti? Vão criticar Ancelotti? Se der certo (o Diniz), vai estar errado", completou.

O uruguaio ainda questionou a forma como outras torcidas poderão ver o técnico do Fluminense na seleção brasileira.

“O Brasil é um dos poucos países do mundo em que o torcedor é muito mais de clube do que de seleção. Então, quando o Diniz que compete com Flamengo, Palmeiras, outros times... a crítica, as desconfianças vão chegar. Não tem como dar certo. Você acha que para a torcida do Real Madrid, estão felizes que Ancelotti fala toda semana com a CBF?", afirmou.

Lugano ainda relembrou os trabalhos que teve ao lado de Ancelotti e Diniz, afirmando que os dois são muito diferentes em seus modos de agir e trabalhar.

“O único beneficiado é o Diniz. Improviso do improviso do improviso. Eu fui dirigido por Ancelotti e trabalhei com Diniz, não devem existir treinadores e personalidades mais opostas no meio do futebol”, avaliou.

Também presente no debate, Fernando Prass foi outro a criticar a decisão da CBF e do Fluminense, afirmando que o treinador não conseguirá dar 100% de si nos dois trabalhos.

“Improviso do improviso. Eu só tenho uma dúvida: eu converso com vários treinadores. Eles falam da rotina desgastante, estafante de um treinador em um clube. Aí o cara vai viver um Fluminense, preparar treino, analisar adversário, vai chegar em casa 20h (e pensar em seleção). Ele vai dormir quando? Para mim, o Diniz é um baita treinador, mas não vai conseguir ser o Diniz nos dois”, finalizou.

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