Bola da Copa do Mundo não encanta goleiros do Brasil: 'No início, deu lembrança da Jabulani'

Al Rihla, bola oficial da Copa do Mundo do Qatar, em jogo da seleção brasileira Getty

Bola oficial da Copa do Mundo do Qatar não chega a incomodar goleiros, mas também não é unanimidade


A Al Rihla, bola oficial da Copa do Mundo do Qatar, não é uma unanimidade entre os goleiros da seleção brasileira. A revelação foi feita nesta terça-feira (29) pelo preparador Taffarel, que chegou a lembrar até mesmo da polêmica Jabulani, do Mundial de 2010 na África do Sul.

"Não é ruim. Mas também não é aquela bola 100%. No início, quando começamos a sentir a bola, deu a lembrança da Jabulani. Mas a Jabulani era muito difícil", disse o tetracampeão do mundo, em entrevista coletiva no Estádio Grand Hamad, centro de treinamentos da seleção.

Ao lado de César Sampaio (hoje auxiliar de Tite), Juninho Paulista (coordenador de seleções) e Ricardo Gomes (um dos observadores da comissão técnica), Taffarel comparou a bola da Copa com a que é utilizada na Champions League, que também é desenvolvida pela Adidas.

"Na Champions, é sempre perfeita. Aqui, você tem que entender ela. Chega com muita velocidade no gol. É mais positiva do que negativa. Por isso não estão falando muito."

Se não encanta os goleiros brasileiros, a seleção não tem, ao menos, do que reclamar ainda. "É boa, não tem tantas variações. Claro, quando vem cheia de efeito, é o cara (que chuta), não a bola. Mas está boa, sim", minimizou ao final Taffarel.

É verdade também que Alisson ainda não pode sentir muito em um jogo a qualidade ou defeitos da bola. Nas duas primeiras partidas do Brasil, no Qatar, não houve um chute sequer no alvo de Sérvia ou Suíça.

Nos treinos, no entanto, Taffarel não alivia, trabalhando finalizações com Al Rihla contra o titular e também nos reservas Ederson e Weverton.