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Veja quais foram as lesões de Neymar desde Copa do Mundo de 2014 e em quanto tempo ele se recuperou

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O drama de Neymar: camisa 10 da seleção enfrenta fantasma das lesões pela 3ª Copa consecutiva (1:28)

Camisa 10 da seleção brasileira sentiu lesão no tornozelo na estreia contra a Sérvia (1:28)

Fora da fase de grupos no Qatar, Neymar chega a sua terceira Copa do Mundo tendo que conviver com lesões


Será impossível, mais uma vez, contar a história de Neymar em uma Copa do Mundo sem falar de lesões. Os problemas físicos acompanham os atletas durante todas suas carreiras, mas, quando se trata do maior astro da seleção brasileira, as contusões parecem o perseguir ainda mais com a proximidade de um Mundial.

Uma sina que tem início em 2014, quando Neymar estreou em Copas, e sofreu uma fratura na lombar que o tirou da fatídica semifinal contra a Alemanha no Brasil. Quatro anos mais tarde, o problema aconteceu antes do Mundial da Rússia, lesão no pé direito, o mesmo que o afasta agora da fase de grupos no Qatar.

Desde aquela joelhada de Juan Camilo Zuñiga, nas quartas de final da Copa no Brasil, Neymar teve mais de dez lesões que o tiraram de combate por pelo menos uma semana – sem contar quando precisou ficar afastado com COVID-19, em 2020. O ESPN.com.br repassa esse histórico de problemas do craque, mas também como ele superou cada um deles.

Joelhada e fratura na vértebra lombar

O problema de 2014 é um marco para Neymar, que já contou várias vezes o que ouviu do médico, de que poderia ter ficado sem andar caso a joelhada tivesse sido um pouco para o lado. O atacante precisou de um mês para voltar a jogar depois daquele problema e não esteve na semifinal que acabou com vitória da Alemanha por 7 a 1. Logo na volta ao Barcelona, em agosto, teve uma torção no tornozelo que o afastou de mais uma partida.

No ano seguinte, 2015, Neymar ficou 14 dias e quatro jogos ausente no Barcelona por uma caxumba, mas ele não escapou ileso de lesões: foram quase 20 dias fora em dezembro, com cinco partidas como desfalque, por um problema no músculo adutor da coxa esquerda.

Por 2016, Neymar passou sem problemas graves. Foram apenas duas semanas como desfalque, com quatro ausências em jogos no total, com dores musculares novamente. Em 2017, já no PSG, Neymar teve seu maior período de baixa em novembro, por 11 dias, após uma pancada.

A fratura do quinto metatarso

Novamente ano de Copa do Mundo, e 2018 não começou bem para Neymar. Em fevereiro, ele fraturou o quinto metatarso do pé direito e ficou afastado por três meses e 18 jogos, só retornando em maio, já às vésperas de viajar com a seleção brasileira para o Mundial da Rússia. Ele voltou, mas não fez um grande torneio, marcado muito mais pelas quedas do que pelos gols (foram só dois).

No fim do mesmo ano, problema no músculo adutor da coxa direita que o fez ser desfalque no PSG em quatro jogos, ficando 19 dias parado no total. Esses foram, até então, as duas lesões mais graves que Neymar enfrentou vestindo a camisa de clubes na Europa.

O início do ano de 2019 também não foi bom para Neymar. Em janeiro, novamente ele fraturou o quinto metatarso do mesmo pé direito, ficando fora exatamente pelo mesmo período que da primeira vez.

Corte na Copa América

Veio então a chance de Neymar ser campeão no Brasil com a seleção, algo que não havia conseguido em 2014. O sonho virou pesadelo, porém, antes mesmo de começar: em amistoso de preparação para a Copa América de 2019, o craque teve rompimento nos ligamentos do tornozelo direito e foi cortado – no fim, sem seu maior astro, o time de Tite acabou campeão. Ele só voltou a jogar após um mês.

Desde então, as lesões foram tirando Neymar de campo cada vez por mais tempo. Em outubro de 2019, por exemplo, dores musculares na coxa esquerda o fizeram parar por 37 dias e seis jogos.

Em 2020, Neymar teve três problemas mais sérios: uma lesão na costela em fevereiro (13 dias para voltar e quatro jogos fora), no músculo adutor em outubro (22 dias e também quatro jogos de baixa) e no tornozelo já no fim do ano, entrando em 2021 como desfalque (27 dias de recuperação e cinco partidas sem jogar).

Nada mais é tão simples

Novamente um problema no músculo adutor fez com que Neymar ficasse fora por 36 dias e nove jogos do PSG entre fevereiro e março de 2021. Meses depois, ele jogaria a Copa América com o Brasil (vice-campeão contra a Argentina) e ficaria 25 dias fora de seu clube na França se recuperando do desgaste do torneio entre seleções.

No fim do ano, em outubro, um problema simples no adutor até o fez perder uma semana no PSG, mas a contusão mais séria viria novembro, novamente os ligamentos do tornozelo, desta vez do pé esquerdo, que o deixaram 73 dias de molho, fora de 12 jogos.

Agora, com o problema sofrido diante da Sérvia, o tempo é inimigo de Neymar. Ele precisa se recuperar em no máximo duas semanas, algo que ele nunca conseguiu nas lesões que teve de tornozelo, para conseguir voltar no mata-mata da Copa do Mundo.

Sem Neymar, o Brasil ainda faz dois jogos na fase de grupos no Qatar, nesta segunda-feira (28), contra a Suíça, e no dia 2 de dezembro contra Camarões. As partidas de quem avançar na chave G nas oitavas de final estão previstas para 5 e 6 de dezembro, e depois as quartas, nos dias 9 e 10.