Fred foi alvo de muitas críticas de torcedores e da imprensa após a derrota por 7 a 1 do Brasil para a Alemanha
Em entrevista à TV Globo, na qual repassou sua carreira e a passagem pela seleção brasileira, o atacante Fred confessou que teve vontade de abandonar o futebol depois da Copa do Mundo de 2014.
O artilheiro, que se aposentou no último sábado (9), na vitória por 2 a 1 do Fluminense sobre o Ceará, lamentou a eliminação na semifinal do Mundial, que veio com a duríssima derrota por 7 a 1 para a Alemanha, no Mineirão.
Fred também relembrou as muitas críticas que sofreu por seu desempenho no Mundial todo, mas especialmente na goleada em Belo Horizonte, e contou como deu a volta por cima.
O camisa 9 se apoiou em sua família, na religião e também no Fluminense, time do qual é um dos maiores ídolos da história.
"Seleção para mim teve o auge, que foi 2013 (na Copa das Confederações). O sonho de todo moleque, todo atleta, antes de tudo, é jogar bola e vestir essa camisa da seleção brasileira. Todo mundo quer vestir essa camisa amarela. Tive a honra de jogar as duas Copas [2006 e 2014], e a mais legal aqui no Brasil. Não saiu como a gente esperava, meu desempenho, o nosso, coletivo, não foi legal. Mas o que vivi me fez um ser humano mais forte, mais preparado para qualquer desafio", rememorou.
"Eu fui massacrado depois dessa Copa. Com justiça, realmente foi uma fatalidade o que aconteceu. Sentimos sensação de impotência em campo, nunca mais acontece uma loucura dessa", seguiu.
"Eu tinha duas opções: ou ir para cima desse desafio ou ficar com medo, desistir. Eu sabia do peso que era. Entrar no lugar de Ronaldo, Romário, gênios da bola, nunca me comparei. Mas sabia que eu podia ser eficiente, ajudar. Mas o mais legal é que vou poder passar para os meus filhos: caiu, levanta", salientou.
"A importância das pessoas que nos cercam. O Fluminense me ajudou. Passou na cabeça a vontade de parar. Mas sempre que vem esse medo, olho lá para trás, o moleque que saiu da dificuldade... Falei: 'Não vou parar agora'. Fluminense foi muito importante, torcida, e Deus em primeiro lugar. E esse ano acho que foi o mais especial. Tentei tirar combustível de todo lugar. E o meu combustível foi a raiva que eu senti. O Fluminense me deu amor e carinho e conseguir ser o artilheiro do Brasileiro", complementou.
Com a camisa da seleção, Fred anotou 18 gols em 39 partidas, vestindo a Canarinho entre 2005 e 2014.
Pelo Brasil, o artilheiro ganhou uma Copa América, uma Copa das Confederações e dois Superclássicos das Américas.
