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'Sangue frio' e 'um que vale por quatro': os bastidores de por que o São Paulo recusou quase R$ 100 milhões por Beraldo

Lucas Beraldo, zagueiro do São Paulo, durante partida pelo Campeonato Brasileiro Richard Callis/Eurasia Sport Images/Getty Images

Julio Casares confirmou na noite de sexta-feira (08), após ser reeleito presidente do São Paulo, que recusou uma proposta de 18 milhões de euros (cerca de R$ 95 milhões) do Zenit, da Rússia, pelo zagueiro Lucas Beraldo.

Beraldo está na mira de diversos clubes europeus, e o clube paulista só vai negociá-lo em caso de uma proposta extremamente vantajosa para todas as partes.

“Nós podemos chegar no final do ano com déficit. Em agosto tínhamos ofertas por três ou quatro jogadores. Era importante esse dinheiro? Era. Nem se compara a esse valor dado [18 milhões de euros]. Mas nós, naquele momento, tivemos tranquilidade de não vender atletas e tentar ganhar uma competição, como ganhamos a Copa do Brasil. Trouxemos o legado esportivo, dignidade, autoestima e valorizamos esses atletas”, comentou Casares.

Vale lembrar que o São Paulo detém 60% dos direitos econômicos de Lucas Beraldo.

O XV de Piracicaba, clube que fez parte da formação do zagueiro, tem 20%, e o próprio jogador é dono dos outros 20%.

Aos 20 anos, Lucas Beraldo tem contrato com o São Paulo até o fim de 2028. Bem protegido do assédio de clubes estrangeiros, o Tricolor pretende contar com o jovem zagueiro no próximo ano, quando voltará à disputa da CONMEBOL Libertadores.

A diretoria acredita que Beraldo vale, atualmente, mais de 20 milhões de euros no mercado (R$ 105 milhões), sobretudo após o título da Copa do Brasil, conquista que valorizou muitos dos jovens revelados em Cotia.

“Se eu tivesse vendido quatro [atletas] lá, um jogador de agora eu batia o valor dos quatro”.

“Dirigente tem que ter sangue frio. Se, por acaso, tivermos um déficit esse ano, nós sabemos que os atletas que valiam 5,6 milhões de euros, podem valer 18”.

“É oficial, existe [a proposta]. Mas achamos que pode aumentar bastante esse valor”, completou o presidente do São Paulo.

Embora precise vender atletas na próxima janela de transferências para reequilibrar o fluxo de caixa, o São Paulo acredita que, caso permaneçam para a próxima temporada, alguns dos jovens formados na base poderão render valores astronômicos aos cofres tricolores.