Tricolor tem pela frente as semifinais da Copa Sul-Americana e da Copa do Brasil, além de duelo direto com Cuiabá e clássico com o Corinthians
O São Paulo mudou o foco de sua temporada ao ver mais perto a possibilidade de conquistar o título da Copa Sul-Americana, mas a derrota por 3 a 1 para o Atlético-GO, na primeira partida da semifinal do torneio internacional, serve como ducha de água fria no planejamento de Rogério Ceni. E faz mais do que isso.
Ao perder em Goiânia, o Tricolor conheceu sua quarta derrota consecutiva na temporada. Antes, perdeu o clássico para o Santos na Vila Belmiro (1 a 0), caiu no Morumbi para o Flamengo na Copa do Brasil (3 a 1) e levou também do Fortaleza, novamente diante da torcida (1 a 0).
Uma sequência tão ruim de resultados que há tempos não acontecia com o São Paulo. A última vez foi há 9 anos, em 2013, quando o clube vivia uma crise que acabou em luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro e eliminação nas semifinais da Sul-Americana. Concidentemente, algo que pode se repetir agora em 2022.
Há nove anos, a série de derrotas do São Paulo foi até pior, com sete. Perdeu para Corinthians, Santos, Bahia, Vitória, Corinthians de novo, Cruzeiro e Internacional. Tudo isso causou a mudança de comando, de Ney Franco para Paulo Autuori, que viria a ser demitido também nas semanas seguintes. Muricy Ramalho terminou aquela campanha.
É com esse peso que o São Paulo vai para uma dura sequência. No domingo, o time enfrenta o Cuiabá, fora de casa, em uma partida que virou decisiva pela proximidade com a zona de rebaixamento. Depois, faz duelos com Atlético-GO e Corinthians, no Morumbi, e mais Flamengo, no Maracanã.
A situação nos dois torneios de mata-mata é idêntica. Como perdeu ambas as primeiras partidas por 3 a 1, precisa vencer por três gols para se classificar no tempo direto ou por dois para forçar uma disputa de pênaltis.
