O show que Vinicius Jr. deu no segundo tempo do jogo em que o Real Madrid goleou o Borussia Dortmund por 5 a 2 não serviu para angariar votos na Bola de Ouro, afinal a votação para o tradicional prêmio da France Football já foi concluída e leva como base a temporada europeia passada.
Mas tudo bem. Apesar de essa atuação de gala não contar para a Ballon d’Or, as informações e os bastidores dão conta de que Vini será mesmo o primeiro brasileiro desde Kaká em 2007 a ser eleito o melhor jogador do planeta e, talvez até mais do que isso, um recital de futebol como o mostrado no Santiago Bernabéu na semana que antecede a entrega do troféu ratifica e justifica a vitória histórica do talento revelado pelo Flamengo.
Jogar no Real Madrid, maior clube do mundo e vencedor de novo da Champions League, ajuda sim na escolha de destaques individuais, seja pelo sucesso coletivo, seja pela gigantesca visibilidade. O hat-trick de Vinicius Jr. na principal competição de clubes do mundo contra o Borussia Dortmund na reedição da ultima final da Champions é mais impactante do que o hat-trick de Messi contra a Bolívia na Argentina pelas eliminatórias para a Copa do Mundo, por exemplo. Não se fala em outra coisa agora a não ser na premiação de Vini Jr. Qualquer coisa que fuja disso vai soar como uma tremenda injustiça.
Eu, infelizmente, não voto na eleição da Bola de Ouro, mas já recebi os documentos para votar na premiação da IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol). Vou divulgar aqui neste post os nomes selecionados em várias categorias e peço a sua ajuda para escolher os melhores jogadores, treinadores e árbitros, mas de uma coisa eu não abro mão: Vinicius Jr. é o melhor jogador do mundo em 2024!
Vini fez o terceiro hat-trick de sua carreira nesta semana e chegou a 92 gols com a camisa galáctica do Real Madrid (talvez alcance o centésimo ainda neste ano). O hat-trick anterior do craque brasileiro havia saído na final da Supercopa da Espanha contra o Barcelona no começo deste ano, o que mostra que ele inicia e termina este 2024 em alta, dando show. São 24 gols em 59 partidas de Champions League para Vinicius Jr., uma marca bem boa para um atleta que ainda é jovem e, teoricamente, não atingiu ainda seu auge, sua plenitude como jogador. Aliás ele já está entre os sete maiores goleadores do Real Madrid na história da nobre competição europeia, o que não é pouca coisa. E um desses gols foi simplesmente o último nos 2 a 0 da final da Champions deste ano no templo sagrado de Wembley! Sabemos que o maior torneio interclubes da Uefa tem peso enorme na escolha do melhor jogador do mundo. Foi assim em quase todas as temporadas, excetuando os anos de Copa do Mundo, basicamente. Por que seria diferente agora?
Os principais concorrentes de Vini Jr. aos prêmios individuais por este ano estão neste momento em segundo plano. Rodri, uma pena, sofreu grave lesão há algumas semanas e não joga mais em 2024. Jude Bellingham teve início fulminante no Real Madrid, mas agora parece estar mais dentro da realidade, não sendo o artilheiro em série que deu a impressão que poderia ser. Lamine Yamal é inegavelmente um talento e já tem feito grande com seleção, porém está chegando agora ao ônibus dos melhores do planeta e pode esperar mais um pouco para sentar na janelinha. Kevin de Bruyne, posso dizer somando clube e seleção, já não vive mais o seu melhor momento, embora seja ainda um jogador determinante para o sucesso do Manchester City de Guardiola. Kylian Mbappé hoje é companheiro de Vini Jr., e a ida do badalado francês para Madri não ofuscou o brilho do brasileiro, como bem vimos nesta recente apresentação categórica de velocidade, habilidade e poder de decisão do camisa 7 merengue.
Se um desses gringos vencer a Bola de Ouro ou o prêmio da IFFHS ou qualquer outro troféu de melhor jogador de 2024, vai haver um constrangimento ainda maior do que aquele que vimos há um ano quando Messi, de forma incompreensível, foi colocado de novo no topo. Haaland merecia demais ali, hoje quem merece é o brasileiro que mais luta contra o racismo, pauta importante ao extremo mas que não deveria influenciar nessas votações para melhor atleta de futebol da temporada.
Dito quase tudo o que penso sobre Vini Jr., hora de pedir teu voto para os melhores de 2024 no futebol. Você pode me mandar as respostas nas minhas mídias sociais (@rodrigobuenobubu no Instagram e no Threads, @RodrigoBuenoTV no X e www.facebook.com/RodrigoBuenoJornalista). Escolha, na ordem, os três melhores de cada uma das categorias abaixo (melhor jogador, melhor atleta jovem, melhor criador de jogadas, melhor goleiro, melhor técnico de seleção, melhor técnico de clube e melhor juiz).
Melhor jogador
Jude Bellingham (Inglaterra/Real Madrid)
Kylian Mbappé (França/Paris Saint-Germain e Real Madrid)
Erling Haaland (Noruega/Manchester City)
Phil Foden (Inglaterra/Manchester City)
Bukayo Saka (Inglaterra/Arsenal)
Jamal Musiala (Alemanha/Bayern)
Florian Wirtz (Alemanha/Bayer Leverkusen)
Rodri (Espanha/Manchester City)
Lamine Yamal (Espanha/Barcelona)
Declan Rice (Inglaterra/Arsenal)
Martin Ødegaard (Noruega/Arsenal)
Harry Kane (Inglaterra/Bayern)
Cole Palmer (Inglaterra/Chelsea)
William Saliba (França/Arsenal)
Ruben Dias (Portugal/Manchester City)
Nico Williams (Espanha/Athletic Bilbao)
Toni Kroos (Alemanha/Real Madrid)
Dani Olmo (Espanha/Leipzig e Barcelona)
Dani Carvajal (Espanha/Real Madrid)
Fabián Ruiz (Espanha/Paris Saint-Germain)
Cody Gakpo (Holanda/Liverpool)
Vinícius Júnior (Brasil/Real Madrid)
Federico Valverde (Uruguai/Real Madrid)
Rodrygo (Brasil/Real Madrid)
Lautaro Martínez (Argentina/Inter)
James Rodríguez (Colômbia/São Paulo e Rayo Vallecano)
Ademola Lookman (Nigéria/Atalanta)
Victor Osimhen (Nigéria/Napoli e Galatasaray)
Akram Afif (Qatar/Al Sadd)
Alphonso Davies (Canadá/Bayern)
Melhor jogador jovem
Lamine Yamal (Espanha/Barcelona)
Gavi (Espanha/Barcelona)
Warren Zaïre-Emery (França/Paris Saint-Germain)
João Neves (Portugal/Benfica e Paris Saint-Germain)
Leny Yoro (França/Lille e Manchester United)
Kobbie Mainoo (Inglaterra/Manchester United)
Aleksandar Pavlovic (Alemanha/Bayern)
Arda Güler (Turquia/Real Madrid)
Evan Ferguson (Irlanda/Brighton)
Désiré Doué (França/Rennes e Paris Saint-Germain)
Mathys Tel (França/Bayern)
Rico Lewis (Inglaterra/Manchester City)
Samu Omorodion (Espanha/Alavés e Porto)
Jamie Gittens (Inglaterra/Borussia Dortmund)
Roméo Lavia (Bélgica/Chelsea)
Pau Cubarsí (Espanha/Barcelona)
Endrick (Brasil/Palmeiras e Real Madrid)
Alejandro Garnacho (Argentina/Manchester United)
Savinho (Brasil/Girona e Manchester City)
Estêvão (Brasil/Palmeiras)
Vitor Roque (Brasil/Barcelona e Betis)
Caleb Wiley (Estados Unidos/Atlanta e Strasbourg)
Abdukodir Khusanov (Uzbequistão/Lens)
Bilal El Khannouss (Marrocos/Genk e Leicester)
Yankuba Minteh (Gâmbia/Feyenoord e Brighton)
Melhor criador de jogadas
Kevin De Bruyne (Bélgica/Manchester City)
Bruno Fernandes (Portugal/Manchester United)
Hakan Çalhanoğlu (Turquia/Inter)
Jamal Musiala (Alemanha/Bayern)
Martin Ødegaard (Noruega/Arsenal)
Jude Bellingham (Inglaterra/Real Madrid)
Toni Kroos (Alemanha/Real Madrid)
Dani Olmo (Espanha/Leipzig e Barcelona)
Florian Wirtz (Alemanha/Bayer Leverkusen)
Ilkay Gündogan (Alemanha/Manchester City)
Lionel Messi (Argentina/Paris Saint-Germain)
James Rodríguez (Colômbia/São Paulo e Rayo Vallecano)
Yunus Musah (Estados Unidos/Milan)
Mohammed Kudus (Gana/West Ham)
Lee Kang-in (Coreia do Sul/Paris Saint-Germain)
Melhor goleiro
Giorgi Mamardashvili (Geórgia/Valencia)
Diogo Costa (Portugal/Porto)
Gianluigi Donnarumma (Itália/Paris Saint-Germain)
Gregor Kobel (Suíça/Borussia Dortmund)
Mike Maignan (França/Milan)
Guglielmo Vicario (Itália/Tottenham)
David Raya (Espanha/Arsenal)
Unai Simón (Espanha/Athletic Bilbao)
Jan Oblak (Eslovênia/Atlético de Madri)
Thibaut Courtois (Bélgica/Real Madrid)
Marc-André ter Stegen (Alemanha/Barcelona)
Jordan Pickford (Inglaterra/Everton)
Álex Remiro (Espanha/Real Sociedad)
Andriy Lunin (Ucrânia/Real Madrid)
Ederson (Brasil/Manchester City)
Emiliano Martínez (Argentina/Aston Villa)
Alisson (Brasil/Liverpool)
Luis Malagón (México/América-MEX)
André Onana (Camarões/Manchester United)
Mathew Ryan (Austrália/AZ e Roma)
Melhor técnico de seleção
Luis de la Fuente (Espanha)
Gareth Southgate (Inglaterra)
Didier Deschamps (França)
Ronald Koeman (Holanda)
Julian Nagelsmann (Alemanha)
Vincenzo Montella (Turquia)
Murat Yakin (Suíça)
Willy Sagnol (Geórgia)
Lionel Scaloni (Argentina)
Néstor Lorenzo (Colômbia)
Marcelo Bielsa (Uruguai)
Fernando Batista (Venezuela)
Jesse Marsch (Canadá)
Thomas Christiansen (Panamá)
Emerse Faé (Costa do Marfim)
José Peseiro (Nigéria)
Hugo Broos (África do Sul)
Bartolomé “Tintín” Márquez (Qatar)
Hussein Ammouta (Jordânia)
Darren Bazeley (Nova Zelândia)
Melhor técnico de clube
Carlo Ancelotti (Itália/Real Madrid)
Edin Terzić (Alemanha/Borussia Dortmund)
Thomas Tuchel (Alemanha/Bayern)
Luis Enrique (Espanha/Paris Saint-Germain)
Pep Guardiola (Espanha/Manchester City)
Mikel Arteta (Espanha/Arsenal)
Diego Simeone (Argentina/Atlético de Madri)
Unai Emery (Espanha/Aston Villa)
Xabi Alonso (Espanha/Bayer Leverkusen)
Simone Inzaghi (Itália/Inter)
Gian Piero Gasperini (Itália/Atalanta)
Darío Rodríguez (Uruguai/Peñarol)
Marcelo Gallardo (Argentina/River Plate)
Artur Jorge (Portugal/Botafogo)
Gabriel Milito (Argentina/Atlético-MG)
Guillermo Almada (Uruguai/Pachuca)
Marcel Koller (Suíça/Al Ahly)
Hernán Crespo (Argentina/Al Ain)
Jorge Jesus (Portugal/Al Hilal)
Albert Riera (Espanha/Auckland City)
Melhor árbitro
François Letexier (França)
Felix Zwayer (Alemanha)
Slavko Vinčić (Eslovênia)
Clément Turpin (França)
Daniele Orsato (Itália)
Michael Oliver (Inglaterra)
Anthony Taylor (Inglaterra)
Szymon Marciniak (Polônia)
István Kovács (Romênia)
Raphael Claus (Brasil)
Darío Herrera (Argentina)
Wilton Sampaio (Brasil)
Andrés Matonte (Uruguai)
Facundo Tello (Argentina)
César Arturo Ramos (México)
Iván Barton (El Salvador)
Dahane Beida (Mauritânia)
Mustapha Ghorbal (Argélia)
Ma Ning (China)
Ben Aukwai (Ilhas Salomão)
