<
>

Chefão de LALIGA exige prisão de torcedores condenados por racismo e diz como Vinicius Jr. 'mudou' luta na Espanha

Javier Tebas, presidente de LALIGA, defendeu a pena de prisão para pessoas que cometam crime de racismo durante partidas de futebol na Espanha.

O “chefão” da competição comemorou o fato de um torcedor do Mallorca ter sido condenado a um ano de prisão nesta semana após ter insultado racialmente Vinícius Jr. e Samuel Chukwueze, atacante do Villarreal. O fato havia ocorrido em setembro de 2023.

“Esta sentença é uma das muitas que podem surgir desses [casos] que ainda estão pendentes, em nível judicial”, iniciou.

“Continuaremos até o fim; se tivermos que prender aqueles que gritam ou cantam sobre racismo, estaremos lá”, disse Tebas, que explicou ainda como Vini Jr. foi fundamental para a mudança de comportamento dos torcedores nos estádios em casos de racismo.

“É uma das coisas que tornou o caso Vinícius diferente”, disse Tebas. "Antes, as pessoas não apontavam, agora apontam o dedo e dizem que não querem essas pessoas no futebol”, finalizou.

O brasileiro tem sido um dos principais alvos de atos racistas no futebol espanhol. Em março deste ano, o atacante fez um forte desabafo na véspera do amistoso entre Brasil e Espanha, que teve como mote diversas campanhas antirracistas. Durante coletiva, Vini Jr. chorou e falou sobre o sofrimento vivido.

"Acredito que é algo muito triste tudo o que venho passando aqui (na Espanha) a cada jogo. A cada dia, a cada denúncia minha, vem aumentando. É muito triste isso. Mas acredito também que não é só comigo, com todos os negros, não só na Espanha, mas no mundo todo, sofrem no dia a dia. O racismo verbal é minoria perto de tudo o que os negros sofrem no mundo", argumentou.

"Claro que é desgastante, porque você meio que está sozinho em tudo. Já fiz tantas denúncias, mas ninguém é punido, nenhum clube é punido. A cada dia que passa, estou lutando por todos que estão por vir. Se fosse só por mim ou pela minha família, eu já teria desistido de tudo que venho lutando”.

“A cada dia que vou para casa fico muito triste. Eu fui escolhido para defender uma causa tão importante, sobre a qual estudo mais sobre a cada dia. Venho aprendendo para que, no futuro próximo, o meu irmão, que tem cinco anos, não venha a passar por tudo o que estou passando hoje", apontou.