A crise nos bastidores da CBF, com a saída de Ednaldo Rodrigues da presidência e a nomeação de um interventor até a organização de novas eleições, deixa Carlo Ancelotti mais perto de renovar com o Real Madrid do que de assumir a seleção brasileira. Ao menos é o que garante o jornal Marca.
O diário espanhol publicou nesta sexta-feira (15) que o treinador italiano está "mais perto" do Real do que de assumir o Brasil em junho de 2024, quando se encerra o contrato atual com a equipe merengue. E oferece argumentos para ajudam a entender como Ancelotti e a diretoria do clube pensam sobre o futuro.
Segundo o Marca, Ancelotti "sempre teve muito claro" na cabeça a ideia de permanecer mais tempo no Santiago Bernabéu, mesmo com a tentadora chance de assumir a seleção brasileira para a próxima Copa do Mundo.
"No Real Madrid e na cidade, Ancelotti encontrou a felicidade e sente-se afortunado por ser o técnico do Real", destacou o periódico, que tem a fama de ser um jornal muito ligado ao Real Madrid nos bastidores.
Ainda de acordo com o Marca, duas circunstâncias aproximaram o técnico de uma renovação contratual com o Real. A primeira é a sintonia absoluta entre Ancelotti, jogadores, torcedores e sobretudo Florentino Pérez, o presidente do time merengue e com quem o italiano possui excelente relação.
Os dois conversam com frequência e devem se reunir nos próximos dias, até a virada do ano, para tratar o futuro. "No Real Madrid, ninguém pensa na próxima temporada sem Carlo no banco", garante o jornal da capital espanhola.
O segundo fator determinante é justamente a situação política da CBF. Ednaldo Rodrigues foi retirado da presidência pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e esse "desaparecimento", segundo o Marca, faz com que todas as conversas que o dirigente teve com Ancelotti pertencessem ao passado.
O técnico tem vínculo com o Real Madrid até junho de 2024, então, pelas regras da Fifa, poderia assinar um pré-acordo com qualquer clube ou seleção a partir de 1º de janeiro. Enquanto presidente da CBF, Ednaldo garantia ter um acordo com Ancelotti, que assumiria o Brasil na Copa América de 2024.
