<
>

Como Neymar entendeu 'recado' do PSG nos bastidores, mudou postura e agora brilha, feliz, com novo técnico

Com Neymar em destaque, time parisiense volta a campo neste sábado (13), às 16h (de Brasília), para enfrentar o Montpellier pelo Campeonato Francês, com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+


Neymar virou o jogo. Ao contrário do que foi a última temporada, a atual está sendo especial para o craque do Paris Saint-Germain e da seleção brasileira.

Em duas partidas disputadas até então, o atacante teve atuações acima da média, com bons números: 3 gols e 3 assistências.

O PSG encara o Montpellier neste sábado (13), às 16h (de Brasília), pela segunda rodada do Campeonato Francês, com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.

Se há um novo Neymar – ou, quem sabe, um Neymar mais focado, comprometido e determinado – também é graças ao novo técnico do time francês Christophe Galtier ou, digamos, por causa dele.

Quando Galtier e o novo diretor esportivo Luis Campos chegaram a Paris em julho e maio, respectivamente, fizeram questão de que brasileiro entendesse que não era mais indispensável para a equipe.

Campos nunca disse diretamente que queria encontrar um novo clube para ele, mas o camisa 10 e seus representantes sabiam que o PSG estava aberto a deixá-lo ir. E isso foi, sem dúvidas, o alerta que a ex- estrela do Barcelona precisava.

Neymar retornou quatro dias antes das férias e em boa forma, ao contrário da temporada passada, quando voltou a treinar com excesso de peso. Ele tem trabalhado duro desde o início de julho para garantir que esteja pronto e afiado para o início da temporada.

Alguns sinais de seu foco renovado puderam ser vistos em alguns amistosos de pré-temporada, mas nada perto das atuações de gala no brasileiro nas vitórias por 4 a 0 sobre o Nantes na Supercopa da França e depois no 5 a 0 sobre Clermont na estreia do Campeonato Francês.

Neymar deu o melhor de si e tem sido imparável. Três gols e três assistências. Nove chances criadas e sete faltas recebidas. É justo argumentar, no entanto, que esses não foram os adversários mais difíceis para abrir a temporada, e que essa narrativa precisa ser comprovada nas próximas semanas, mas parece que Neymar está feliz novamente, o que é mais significativo do que as suas estatísticas.

Por períodos (curtos e longos) desde sua chegada à capital francesa há cinco anos, a felicidade esteve notavelmente ausente da vida do brasileiro por vários motivos, dentro e fora do campo.

Ele completou 30 anos em fevereiro, com uma festa bem menos extravagante que as anteriores, ao mesmo tempo em que mostra mais maturidade e, talvez, tenha a autoconsciência de que sua carreira está entrando no capítulo final.

O relógio está correndo e Neymar quer aproveitar ao máximo os anos restantes de sua trajetória dentro das quatro linhas. Ele parece estar em uma missão não apenas para redescobrir sua melhor forma, mas para se divertir novamente e vencer com seu clube e com a seleção.

Também é verdade que ele tem algo a provar. A ótica de ser oferecido a grandes clubes europeus não pode ter passado desapercebido por ele, principalmente depois de renovar com a equipe francesa até 2027.

É possível que ele tenha se sentido chateado pelo fato do PSG ter tentado se desfazer dele. Esse sentimento ficou ainda mais evidente quando Nasser al Khelaifi, presidente do clube francês, falou sobre "o fim da era ostentação", uma possível indireta para Neymar.

Então agora, ele está aparentemente feliz em correr, defender, lutar pela posse de bola, pensar nos outros e ser um jogador de equipe. E, claro, para desfrutar do seu futebol.

E a chegada de Galtier foi essencial para essa progressão. Neymar não gostou muito do ex-técnico Mauricio Pochettino e Lionel Messi também não.

No entanto, o brasileiro está se dando bem com Galtier. O treinador disse publicamente que queria continuar com o atacante na equipe. Isso porque ele sabe que o time é muito mais forte com Neymar, do que sem ele. Por outro lado, o próprio jogador também entendeu que se não corresponder dentro de campo, perderá a confiança de Galtier, já que não há mais ''favoritos'' no elenco parisiense.

É verdade também que, taticamente, a nova formação 3-4-1-2 aproximou Neymar de Messi no meio do campo nos dois primeiros jogos, além de ter colocado o atacante brasileiro mais perto de Kylian Mbappé.

Galtier reconheceu que Ney não pode mais atuar mais pelas laterais. E tem dado tão certo, que não vale mais a pena arriscar.